Laboratório de História I | Aula 2 | Parte 2
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é muito bom dia continuamos com a nossa aula número dois é agora é a parte 2 da arte de analisar é odeia na primeira parte existem técnicas que dizem respeito assim a principalmente palavras e expressões eu sou mais fácil de identificar agora vou dar outra cinco técnicas mas que são um pouquinho mais elaborados né não não estão no se refere propriamente a termos advérbios a palavras né se refere principalmente a as formas de processar o pensamento de exprimir o pensamento
Então a primeira grande técnica que é muito importante de levar encontro de dia é o que se chama de relações causais de causa então é muito comum a gente a fazer afirmações determinada e na hora de explicar na hora de justificar a gente então estabelecer uma relação de causa e efeito é é normalmente isso se verifica alguma palavrinha que se a palavras e se isso aqui foi assim então a forma de expressão adverbial cê então normalmente é a maneira gramatical correspondente a estabelecer uma relação de causa né e muitas vezes é correta não tem nenhum problema mas muitas outras vezes não é é uma falácia argumentativa é uma forma às vezes voluntária de estabelecer uma manipulação de pensamento Então se afirma que o terminado o comportamento uma determinada ação um determinado o teste um determinado princípio é causa de uns determinar os efeitos é como se fosse a coisa mais normal do mundo e não é então e mas não se apercebe né Por exemplo mas se você tivesse estudado teria entrado no vestibular ou não que sabe que é questão não é só de estudar tem gente que estou dica também não entra Se ele não fosse como é como é e aqui não teria acontecido ou não é difícil com um efeito um fato tem uma
única causa que é o jeito que o cara é corrigido com o cara é tão significa que ela tenha agido desse jeito tão Às vezes a gente faz enquanto Historiador afirmações SSA listas né como se como se as coisas a gente já conhece o a forma de agir um das pessoas a forma de agir das estruturas porque já estava piada estrutura né é não porque o capitalismo é sempre assim né então como complicado de você preciso ver bem produzidas efeito ou como o Marxismo sempre assim ou como o socialismo sempre assim ele vai produzir esse efeito sim ou não Ou não às vezes a relação de causa e efeito ou não cidade mesmo que a gente tá firme mas ela não cedeu e é preciso Historiador Precisa conferir o Instagram não precisa querer ficar preciso o historiador precisa avisar e insisto nisto porque estavam nos tempos né meio os Correntistas vezes estão nos termos em que não se deixa a dependência não sei deixa eu verificar no cê deixa fazer a análise crítica da afirmação que está sendo feita a segunda técnica né é a questão o objetiva entre afirmações de valor e afirmações de fato Veja ao mito foi criado o mito número de todo o século 20 tudo o que é fato é o
o ativo e portanto é pode ser acreditado pode pode ser demonstrado e portanto se torna verdadeiro ou Digno da confiança verdadeira enquanto que tudo o que é de valor um é subjetivo é apreciativo ou é sentimental é motivo então não é não tem uma legitimidade para ser pedido não tem uma legitimidade para ser aceito né porque é subjetivo então é é muito isso aqui é um mito Isso aqui é uma construção mítica de uma forma de conhecimento que vingou na sociedade atual eu não vou entrar agora nessa discussão de porque foi assim porque não foi assim estou fazendo só explicando formas de pensamento então é é muito comum é muito comum a encontrar afirmações em textos que são
assim este aqui não é um juízo de valor isso aqui é um fiz outras fato tá vaso sentido tem isso aqui que é lógico que eu tenho nessa deu Quem seria um juízo de fato e o que seria um juízo de valor tá no momento e seres não prejuízo de fato é isso mesmo ela é objetiva porque é um fato e juízo de valor que é subjetivo então não vale a é isso a Deus por isso é natureza humana um juízo de valor ou para dar um juízo de fato um fato o fato pode ser mesmo objetivo fato foi do jeito que foi mas normalmente a gente não tem como conhecer é o fato histórico o fato trabalhado pelo historiador é sempre um fato narrado é um fato que nos chega é um fato que nos é transmitido através de documentação através do depoimento outra vez de um em uma pesquisa com o historiador faz para manter nas suas fontes né mas é sempre um fato construído pelo próprio Historiador ele não chega no passado ou tá como ele foi a não ser que esteja numa teoria e método em História e aquele que hoje em dia já não tem mais cabimento eu não vou estar nem entrar na discussão o juizo de fato é tão subjetivo quanto em juízo de
valor que estamos estar na subjetividade do juízo e o juízo de valor é inevitável seja feito o historiador tem um compromisso com o valor e com o fato o historiador tem que ser queimar vamos dizer assim ele tem que dar sim o juízo de valor agora um juízo de valor não é uma sentença judicial não é uma uma condenação e nenhuma absolvição o historiador não tem função de Juiz Historiador não tem promoção Daju isso a vocês podem procurar é o texto do 15 colocar os grupos sobre o historiador EA Ju isso ela não tem função de juízo mas o historiador é Ele trabalha com o hipótese Ele trabalha com depoimentos Ele trabalha com testemunho Ele trabalha com os mesmos elementos que trabalhem juiz e faz sim o juízo de valor que sentido tem por exemplo que sentido teria afirmação de que a escravidão e para os espanhóis e para os portugueses era boa importante é boa e observe amor para alguns espanhóis pelos portugueses a escravidão dos negros é na boa mas não é o mesmo pelos espanhóis os portugueses
assim sentido atende dizer que para os nazistas o nazismo acabou para o Rick o nazismo era a boca e para todos aqueles que compactuar com ele também e o historiador tem que se posicionar mas por aqui não Historiador não pode ficar neutro simplesmente narrando um fato objetivo do nazismo ou na escravidão e dizendo que tudo bem porque é de acordo com a mentalidade da época de um e não me parece que passa o sentido o ser humano o ser humano Ele é o único animal que julga o jogo dos animais não julga nós julgamos nós nos posicionamos nós vemos determinado comportamento e consideramos que tá certo que tá errado tá mais ou menos certo que tá mais ou menos errado que é mais ou menos conveniente mais ou menos justo e precisamente por isso que é verdade divergências divergências que é bom que acontecem bom viaja porque haverá historiadores que manifestaram é o juizo diferente porque está olhando de um outro ponto de vista não tem nenhum problema e isso faz parte do debate de histórico
mas o que não se pode é negar negar que tanto juízo do valor quanto o juizo de fato só juízos subjetivos o que importa no juízo de valor é que eu valor que exceder aos fatos narrados Seja verdadeiro não é pelo fato de ser subjetivo que está errado está errado porque muitas vezes o juizo o que se faz é completamente irracional é completamente sem sentido é completamente custo uma pessoa o historiador que hoje chega e diz que o nazismo não aconteceu o quê nazismo está tudo certo estou de uma infracionalidade estão aberração não me parece a minha opinião não precisamos uma dizer assim proibir o pensamento mas você pode perfeitamente colocar em debate público é obviamente uma pessoa que pensa desta forma da se for honesta ela vai mudar de opinião se não for honesta não vai cuidar do que nenhum e também diria
assim pelo menos para mim não interessa discutir com ela não vai não vai acrescentar nada nem para ela nem para mim quem é a terceira terceira a terceira técnica as comparações isso aqui também é muito interessante na tentativa de dar força dar mais fundamento aos próprios argumentos a gente faz comparações é muito comum fazer isto agora toda a comparação é imperfeita e sempre é preciso perceber numa comparação o que que é acidental e o que que é o essencial é o critério critério para para recortar muitas vezes e está quando eu tô fazendo uma comparação que dizer o que que estou comparando o critério para recortar que o importante o história não precisa dar o critério da comparação é preciso ter muito cuidado com a gente compara né porque eu vou dar um exemplo que me parece aqui mais fácil né estamos estamos numa o fim da civilização estava no Final da Civilização aqui uma outra as outros finais e civilizações de aconteceram por exemplo na época dos Romanos né Porque existe uma uma descrença nos valores a bombas será mesmo que é o Final da Civilização Romana Foi por causa da descrença nos valores que tô fazendo esse tipo de de comparação né ou então já estamos atravessando uma época Barroca Porque de fato as coisas estão
fora de lugar eu via tudo umbigo e não conseguimos perceber com clareza as questões Mas é isso que caracteriza o Barroco no porque eu estou fazendo mensagem esse tipo de comparação né então é é muito importante dar e fazer comparações quando você faz uma comparação quando você coloca um bom exemplo é facilita muito a gente atender mais claramente o que tá querendo você dizendo porém por aí é preciso entender que o exemplo e sempre perfeito tá muitas vezes a discussão que dá acontece em que a pessoa depois quem quer contestar gruda no exemplo por exemplo Desculpa então estava numa situação muito similar à do ano do 2004 então uma situação muito similar com a revolução sexual de 68 saúde e aí a pessoa começa os outros começam a discutir precisamente que é 1968 eu não foi assim que não foi assado que foi isso que foi aquilo aí você perde aquilo que se adquiria como algo para explicar melhor como não foi bem escolhido como tem muita contestação a esse exemplo concreto então você perde perde o argumento do dia não a operação tão a comparação fica desde qualificada também pode acontecer isso é uma boa dica para para fazer a crítica mesmo de quando a gente percebe que um texto está fazendo uma comparação entre isto e aquilo ali
depois se concentrar numa das duas partes da comparação e contestado então se você derruba uma das partes da comparação você derrubou o argumento é as classificações isso aqui é bem interessante tem a ver com aquilo que eu falei por exemplo do um dos coletivos é porque assim uma classificação sempre é arbitrária e sempre é parcial e temporária e às vezes a gente faz classificações como se fossem assim definitivas né E isso complica mesmo para você saúde ser bem uma classificação primeira precisa conhecer bem na realidade bem se conhecendo bem nos Fatos e precisa estabelecer Qual é o critério da classificação mais fácil assim após o sobrenome de apra prazer essa classificação entre simples não tem nenhum problema né mas não é o tipo não é a forma geral de proceder do Historiador o historiador procede por classificações que tenham boot da muitas vezes uma posse uma posição ideológica bom então por exemplo você vai classificar uma sala de aula por centro e periferia você vai classificar uma sala de aula por homens e mulheres você vai classificar uma sociedade e por ricos e pobres você vai classificar uma sociedade por crentes e descrentes você vai classificar como é que você classifica e mais ainda né uma vez que você está estabelece a classificação né Você normalmente vai ter que dar
[Música] e as características Então por que que eu estou chamando essa categoria de homens Tom O que significa homem hoje o que significa mulher eu estou encontro eu tenho que fazer mais classificações tão deveria classificar também os gays e dividir nós ficamos lésbicas e deveria classificar os transexuais e os não binárias os binários de como é que eu faria e essa classificação que eu estou fazendo ela é relevante ou ela não é relevante ver então toma apenas um exemplo não voltou entendo que essas classificações não precisa ser feitas
então dizendo que quando você vai a bisa nas classificações muitas vezes cenas cobras Podem sim uma realidade dos fatos outras vezes correspondem a projeções que a gente tem ou apreço o som é isso que a gente tem o Inclusive a posicionamentos partidários E neurológicos então é preciso verificar bem quando você fala de classificações vou dar uma classificação que hoje em dia já tá meio ultrapassado e que me parece acho eu que não terá problemas é porque toda essa discussão aqui eu acho que têm problemas então a gente que sentir um pouco Sei lá não contemplada não é a minha intenção é quebrar a mente é é difícil falar deste negócio em termos Gerais Então qual é a categoria ou as classificações que já estão ultrapassados da por exemplo antigo sistema colonial né é uma relação de Senhor e escravo o futebol estas classificações de Senhor eo escravo no difícil ficar explicando que tudo se passou com entre Senhor e escravo e escravo ou que tudo se passou entre metrópole e periferia exclui muitas outras pessoas exclui muitos outros agentes exclui muito grande parte da realidade não é que não existe o escravos de senhores é que essas duas únicas classificações não explicam o todo esse é o ponto então às vezes o que é difícil é bom para eu explicar o todo
muitas vezes esse Janeiro tantas classificações tentar também não consigo explicar o tolo é mais fácil explicar o todo se classificar às vezes é isso aí que ele com o historiador tem que fazer toda a classificam as classificações são necessários são necessários para entender a umidade Mas precisamos olhar né para as preço e se prostre missas para as três hipóteses que fundamenta a cada uma das classificações é a última técnica cospe importante é o que se pode chamar assim de resumo e síntese né aqui é assim é muito importante um texto que apresenta um queijo sumo que apresenta uma síntese normalmente o teste ou mesmo um texto o documento fonte não apresenta essa disposição da resumo mas um texto de história adoro um artigo um livro muitas vezes sim apresenta um resumo apresenta uma síntese né agora qual é o problema problema que às vezes isso é resumo e essa síntese é o primeiro não corresponde bem no corresponde adequadamente o texto do mundo todo e segundo a muitas vezes e podem manifestar uma maneira de manipular a leitura do do leitor de reforma a cultura de colocar o leitor dentro dentro de um uma planilha um dentro de um ponto de vista que é o ponto de vista que é dado no resumo que dando na
síntese como uma forma de leitura né então e só leva pro agindo o leitor então é preciso mesmo quando a gente somos nós que escrevemos de procurar entender que o resumo EA síntese de bem feito só pode ser feito no fim do texto e depois quando a gente consegue estabelecer o que é essencial no texto e o que é acidental ou as coisas os pontos que são essenciais os pontos de São ocidentais a gente resume em sintetiza em cima dos pontos essenciais e não dos ocidentais esse para deve o quadro quando se você manda quando você vou começar a escrever artigos enviar para as revistas muitas vezes a primeira questão que se faz uma avaliação crítica é que eu texto não corresponde ao título ou título não corresponde ao texto e com o resumo também não corresponde ao texto não explica claramente Qual é o conteúdo do texto Então isso daí normalmente é um erro de síntese o erro de resumo Às vezes a de uma forma inconsciente o ignorante e da pessoa não soube fazer bem se resumo outras vezes é uma questão manipuladora uma questão é hidrolisante e ela Nessas questões que eu queria falar esses desses dessas 10 técnicas
agora vou na próxima parte na terceira parte te esperando sair um pouco mais rápida vou falar de outras três ou quatro operações em que se podem ser feitas e que devem ser feitas a partir de um texto escrito para a fazer bem a sua análise
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