Torre del Oro iluminada à noite, às margens do GuadalquivirRafael RuizProfessor de História da Unifesp
Quem sou eu

Rafael Ruiz

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Formação e trajetória

Rafael Ruiz é bacharel em Direito (USP, 1980), Mestre em Direito Internacional (USP, 1992) e Doutor em História Social (USP, 2002). Lecionou, como Professor temporário, o curso de História da América colonial no Departamento de História da FFLCH da Universidade de São Paulo entre 2002 e 2004 e foi Professor Adjunto do Departamento de Economia da Fundação Armando Álvares Penteado no curso de Relações Internacionais, entre 2004 e 2006. Ingressou na UNIFESP como Professor Adjunto de História da América colonial em 2006.

Pesquisas

Bolsista da FAPESP desde 2007: Direitos e justiças nas Américas (JP). O Probabilismo jurídico na praxe judiciária da América espanhola nos séculos XVII e XVIII (AR) e O Probabilismo jurídico e a fundamentação das sentenças judiciais na América espanhola (AR). http://www.bv.fapesp.br/pt/pesquisador/2944/rafael-ruiz-gonzalez/

Seus interesses de pesquisa englobam tanto a História social como a cultural, nas correlações entre os espaços geográficos da América espanhola e portuguesa, durante o período da Idade Moderna. Temas centrais: Catequese, Jesuítas, História da Justiça, Probabilismo jurídico.

A relação entre a lei e os usos e costumes, a atuação dos poderes locais e a formação da consciência do juiz são questões que atravessam essas pesquisas. O estudo do probabilismo se estende à retórica jurídica: os argumentos mobilizados nos processos, os elementos de prova e os fundamentos das sentenças. Desde 2020, coordena o projeto Probabilismo e Retórica Jurídica na América espanhola.

A legislação indigenista e a União das Coroas também fazem parte desse percurso. No mestrado, estudou Francisco de Vitória e a liberdade dos índios americanos; no doutorado, as políticas estratégicas e as transformações jurídicas da vila de São Paulo durante a União das Coroas.

Mulheres e justiça

As experiências das mulheres diante dos tribunais são outra frente dessas investigações. O artigo Mulheres pedindo justiça: Processos criminais no Vice-Reinado do Prata, de 2017, e o projeto Probabilismo e jurisprudência: violência contra mulheres na América espanhola, iniciado em 2018, tratam dos conflitos e das formas de buscar justiça nas sociedades coloniais.

A pesquisa se prolonga na formação de outros pesquisadores, com estudos sobre violência doméstica em Buenos Aires, conflitos matrimoniais e processos criminais contra mulheres no Peru colonial. Em 2023, coorientou teses dedicadas a esses dois últimos temas.

Literatura e humanização na saúde

A literatura também participa de sua atuação no campo das Humanidades e da humanização na saúde. Na Unifesp, seu trabalho inclui o Ciclo de debates em Humanidades e Humanização na Saúde, na pós-graduação em Ensino em Ciências da Saúde, e a participação no projeto Humanidades, Narrativas e Humanização em Saúde, coordenado por Dante Marcelo Claramonte Gallian.

A leitura literária aparece nesse percurso como forma de conhecimento do humano e de reflexão sobre a formação dos profissionais da saúde. Em parceria com Gallian e Luiz Felipe Pondé, publicou Humanização, humanismos e humanidades: Problematizando conceitos e práticas no contexto da saúde no Brasil, em 2012.

Essa aproximação entre literatura e experiência humana também está presente no projeto Investigações sobre a Pluralidade e Ambiguidades Relativas à Condição Humana, que coordena desde 2018.

Ensino e formação de pesquisadores

A reflexão sobre o ensino da História acompanha sua produção, entre outros trabalhos, no capítulo Novas formas de abordar o ensino de História. A orientação de pesquisas reúne temas como interpretação das leis, consciência, retórica jurídica e prática da justiça. Entre os trabalhos concluídos em 2025 estão estudos sobre o pensamento jurídico de Juan Francisco de Castro e sobre o Manual de Confessores e Penitentes de Martín de Azpilcueta Navarro.

Livros e outras publicações

Alienação e Intolerância. Um diagnóstico sobre os tempos modernos, 2018.

O Sal da Consciência. Probabilismo e Justiça no mundo ibérico, Instituto de Filosofia e Ciência Raimundo Lúlio, São Paulo, 2015.

Literatura e Crise. Uma barca no meio do oceano, Cultor de livros, São Paulo, 2015.

O Espelho da América. De Thomas More a Jorge Luis Borges, Editora UFSC, Santa Catarina, 2011.

Francisco de Vitória e a liberdade dos índios americanos, EDIPUCRS-Instituto de Filosofia e Ciência Raimundo Lúlio, Porto Alegre-São Paulo, 2002.

São Paulo na Monarquia Hispânica, Instituto de Filosofia e Ciência Raimundo Lúlio, São Paulo, 2004.

Co-autoria com Janice Theodoro, São Paulo de vila a cidade: a fundação, o poder público e a vida política, in História de São Paulo, vol. 1, Paz e Terra, São Paulo, 2005.

Co-autor (Leandro Karnal, org.) Novas formas de abordar o ensino de História, in História na sala de aula. Conceitos, práticas e propostas, Contexto, São Paulo, 2002.

Participou também da organização de publicações coletivas como Sonho e Razão no Mundo Ibérico (2008), História e Arte no Mundo Ibérico (2011), Modernidades e Enfrentamentos no Mundo Ibérico (2014) e Norma e Experiência no Mundo Ibérico (2014).

Na produção mais recente, o artigo Argumentos retóricos y elementos de prueba en procesos criminales de la Real Audiencia de Lima a finales del siglo XVIII (2021) retoma a relação entre argumentação e julgamento. Em 2025, publicou com A. J. Flores duas traduções de textos de Víctor Tau Anzoátegui sobre casuísmo e sistema jurídico.

Perfis acadêmicos

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