História da América | Aula 6 / Parte 1
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é muito boa tarde bem-vindos ao meu curso virtual de história da américa nós vamos ver agora no sal lá sexta dessa primeira parte eu vou procurar explicar para vocês o quê mãe miguel leon portilla chama de filosofia anauate lá eu acho que é melhor falar desse tema do que falar da própria mente como se realizou a conquista do méxico tem o pdf do artigo do do eduardo natalino no sistema muda o que vocês podem ler está muito muito bem explicado muito detalhada como se processou a conquista a bibliografia sobre o tema mas eu acho que mais desconhecido esse assunto que o miguel partilha trabalha principalmente em dois e sobras dele na ucs realmente chamas
assim mesmo lá filosofia na outra lá e outro que eu tenho aqui são os antigos mexicanos né santigoso os antigos mexicanos é onde del portillo e vai explicando como é que era a forma de pensar como que era a educação como que era a a relação entre pais e filhos professores e alunos como é que eram os poemas e os poesias que podem ser encontradas e nos antigos códices mexicanos né ela fez um grande trabalho de didi de investigação para procurar essas fontes e depois para traduzi-las e facilitar para o grande público é é e não primeiro ponto o primeiro ponto que vale a pena pensar que assim normalmente pelo teor pelo conteúdo das poesias na literatura da reflexão filosófica a gente percebe o patamar em que o seu civilização uma determinada civilização uma determinada cultura se encontra então eu vou procurar precisamente isso que vocês tirem nas consequências vocês se posicionem é sobre a o patamar da cultura indígena cultura meus americanas cultura mexica tendo em conta daqui do ponto de vista da colonização do ponto de vista da conquista a maior parte do período em que vou dizer na outra forma a justificação a justificação ea coroa de castela encontrou para fundamentar para legítima legitimizar a sua estadia na américa foi precisamente aqueles
indígenas eram inferiores que eles eram humanos racionais sim mas que estavam nível de de criança que deveria ser tutelados que deveriam ser eu e como crianças para que depois atingirem o estágio já de ao minuto e tudo isto é mercado meu ponto de vista tudo isto é negado nitidamente falou que o bolo era para vocês agora nessa aula eu queria começar lendo o poema que me parece ser muito significativo onde dá uma dimensão né da preocupação que eu gostaria de chamar assim da preocupação existencial dos mexicanos e o vôlei pelúcias oi rô da dor da vida e brinca com os homens não perseguimos apenas um sonho ou meus amigos nos corações confio mas ele sair da vida de fato brincar connosco e comovidos os temos no meio do bebedouro e das pinturas el dador de vida e nos faz viver é ele quem sabe ele quem determina como morreremos os homens ninguém ninguém ninguém de verdade vida na terra hum será que é caso de verdade se vivem na terra e nem para sempre na terra apenas um pouco aqui mesmo que seja de jade quebra mesmo que seria de ouro compense mesmo que seja apenas depois ao se desgarrar nem sempre aqui na terra apenas um pouco e eu acho que esses dois poemas
colocavam dele para vocês dá uma dimensão da a fugacidade né da fragilidade da vulnerabilidade e da transcendência é por um lado por um lado há uma percepção clara de que estamos nas mãos do dador da vida é ele que nos queria era que nos coloca aqui na terra e ela que decide quando a gente vamos morrer e ele na verdade está de brincadeira com isto a gente está não tem o controle a gente está na mão dele e aí dá impressão de que sobre os fortes da impressão de que somos ricos da impressão de que somos até bonitos no ouro o jade jade apenas enquanto sal né e tudo isso e desaparece quebras hope você diz fibra né então é muito tênue é muito curto tempo que vamos ficar aqui mesmo muito pouco estudar uma percepção um existencialismo e o humanismo muito profundo e muito arraigado uma civilização e já se questionou muito sobre o sentido da vida é o porquê que estamos aqui e que a troco de que é a existência e e ainda é é um poema que nos dá uma dimensão por relação ao próprio homem será mesmo que os homens são de verdade é porque senão e o nosso canto já não é verdadeiro e o que que está mesmo em pé
e o que que é que virar a sair bem oi aqui é uma questão é que a seguinte será mesmo que o homem a verdadeiro é do ponto de vista da filosofia na outra lá a verdade não tem a ver com assistências de platão ou aristóteles é a questão da verdade é uma questão analisada em vista de muitos pontos de vista por muitas culturas diferentes ser uma você sabem a cultura ocidental cultura grega ocidental quando fala sobre a verdade está e na origem quando começa a filosofia grega tá preocupada com saber qual é a essência das coisas não o que é que o homem da resposta vencer o homem um animal racional o que é uma árvore é uma planta que cresce que tem uma sábia setra então a uma resposta essencialista para a questão da verdade o que que uma coisa o quê que as coisas são agora aqui quando fala de um homem de verdade o homem verdadeiro está dizendo que é algo que precisa ficar em pé eu preciso ser sólido para que saia bem fala que dê certo precisa ter fundamento a verdade do homem é o seu próprio fundamento a sua própria coerência nós
vamos falar daqui a pouco sobre isso daí mas jão passo na frente então o ponto interessante para começarmos a entender como é que os mexicas se viam a si próprio né e se entendiam si próprio é e para que houvesse hummm hummm hummm educação verdadeira ou seja para que esse homem essa mulher fossem educados verdadeiramente para que fossem homens verdadeiros né ela preciso olha só perder interessado é o que falava o sagu na outra aula né era preciso comer ser um auto controle uma disciplina e uma fortaleza e temperança porque só tem essa forma é que os homens conseguem manter um bom coração o que caracteriza o que dá fundamento ao homem é que ter um bom coração para que tenha um bom coração é preciso que haja um processo de fortaleza e temperança e vai gerar o autocontrole que sentido eu tenho que ficar falando disto o desta forma é é assim eles têm consciência e
nesse sentido houve muitas semelhan e o mundo cristão é os mexicas tem consciência de que existem as paixões existem nas virtudes estão os vícios e que o homem pode ser ele é abalado ele ele ele ele é pressionado pelas circunstâncias pelas vicissitudes da vida né o seu recebe pressão externa e interna né e é preciso quem viaja eu homem seja alguém e permaneça que tenha fundamento esse fundamento isso a permanência aí dada pelo coração pela força do coração vou ler para vocês né isso aqui também é do leão partilha um coração firme como uma pedra e um rosto sábio o dono de uma casa e deu um coração sábio e compreensivo é seu retrato do ser humano o seu retrato vamos chamar
assim do homem mas fica ideal de alguém que tem um rosto sábio e um coração forte firme com uma pedra que ao mesmo tempo sabe ser compreensivo é interessante isto porque em geral o coração firme com uma pedra tende a serra egoísta tender ser intolerante entende a ser duro com a pedra mas não é isso vai dizer ah tem ao ela tem que ter um autocontrole é e ou partilha diz daí
nesse sentido ali estabeleceu o paralelo na com uma filosofia cristã filosofia moral clássica que vem dos gregos e que está ressignificada pelos cristãos de que essa é a preocupação nas escolas o negação as crianças e os jovens era procurar ensinada aqui as pessoas enxergassem entendessem vissem ou conveniente e o reto de as coisas que permanecem já é quando quando os peixes falam sobre o que é que devemos ensinar para o seu jovens eles falam os sábios falam que precisa me ensinar aquilo que permanece não aquilo que é frágil é efêmero e desaparecem diante das circunstâncias de cada dia não aquilo que permanece e aquilo que permanece é aquilo que é conveniente e eles vão um exemplo aquilo que combina é o homem né agora você pode entender aquilo que foi obediente de várias formas de se pode entender o que é conveniente no mato chave que hoje chamaríamos de relativista né quiser o caminho interessa o dia assim uma conveniência mediada por maquiavel então o que é conveniente para mim aquilo que me permite conseguir os meus objetivos pronto é isso é uma quebra dízimo mais ou menos puro mas não era isso não possuir a falar que não era isso o que que eu os mexicas falavam assim como não era isso que os cristãos vindos da
tradição greco-romana falava com relação à convergência o que é conveniente para o homem o que que é conveniente o que é conveniente é aquilo que ajustado aquilo que é justo que eu e um ponto importante pra e todo toda a dinâmica do do meu curso quando a gente fala sobre o que é justo nós temos uma tendência a pensar em termos no legalistas então precisamente porque estavam no século 21 estamos num processo de modificação legislativa e vendas dos fim dos militares do século 19 pelo menos a cor ou napoleão de o código napoleônico de existe alguma maneira é fixou o rumo para o entendimento da justiça do justo né nós pensamos normalmente que o que é justo sempre determinado ou equacionado o dado pela lei e não era isso que se pensava nem no século 15 nem no mundo mexicana nem no mundo cristão o que justo é aquilo que é ajustado como uma luva aquilo que ajustado aquilo que é conveniente é aquilo que zé o que entra nesse dedo não é igual que entra neste dedo né eles são formas diferentes cada um tem a sua circunstâncias diferentes então a adequação o que é conveniente diz o leon portilla que os mexicas o comparavam ou analogias de comida né o que que é
conveniente aquilo que me faz bem né de seu como uma comida que me faz mal é porque essa comida não é conveniente e esse eu como uma comida aqui me faz bem né o meu homem sinto bem eu eu tô mais eu eu meio aperfeiçoou eu sou o bom homem hoje me sinto melhor então é o pão é um poema né e longo que eu queria ler para vocês que é o que fala pai para a sua filha quando ela mais ou menos tem um beijo 12 anos então o seu pai na água tá revelar para sua filha com palavras simples a antiga doutrina dos seus maiores nos seus velhos os seus anciãos o legado ou de deveriam receber os rostos e os corações então esse aqui é o legado você minha filhinha é a minha meu sangue minha cor e em você está a minha imagem
e agora me escuta se você vive você nasceu é porque foi nosso senhor o dono da cerca e do que tá junto que te enviou o fazedor de gentes o inventor dos homens e agora olha por si mesma e para sempre aqui e não há alegria aqui não a felicidade aqui só angústia preocupação e cansaço por aqui surge e cresce o sofrimento ea preocupação e aqui na terra é um lugar de choro e muito choro é um lugar onde se perde o aumento onde é bem conhecida amargura eu já deixei esperança um vento como de obsidiana nas sopra e se desliza sobre nós é é é um começo a filha tem 10 11 anos vai começar a volta diz assim a fase da puberdade e o pai está dizendo aqui lugar de tristeza e dá uma metáfora é linda né mas ops indianas são aquelas aqueles policiais de que cortavam o vento de obsidiana sofre desliza sobre um número um a disputa minha filha minha criança não é lugar de bem estar aqui na terra não alegria e não a felicidade você diz que a terra é um lugar de uma alegria penosa de uma alegria que bate no coração que dói no coração e aí e é assim que dizem os velhos para que
não andemos sempre chorando para que não estejamos cheios de tristeza o senhor nosso nos deu aos homens o riso sonho os alimentos nossa força é nossa fortaleza e finalmente o ato sexual pela qual você semeia a terra vigentes tudo isto embriaga a vida na terra de maneira que não estejamos sempre chorando é mas mesmo que assim fosse se saísse a verdade se fosse verdade e somente esse sofre aqui na terra se fossem assim das coisas aqui na terra será então o caso de ficar sempre com medo será que é preciso me ver temendo é preciso viver chorando e eu acho interessante esse questionamento que o pai estava lá fazendo para criança porque ele não está dando resposta ele tá fazendo uma criança e já começa a ser uma menina que começa a ser uma moça pensar por si própria e o que ele está dizendo é realmente esse mundo essa vida aqui na terra é de choro e é de natureza mas isso e não é suficiente para que a gente leva uma vida de tristeza e choro por quê porque o mesmo deus que nos deu esta vida também nos deu o riso e nos deu o sonho e nos deu o ato sexual a gente pode a ser realizado no outro na outra nos
podemos continuamente estar numa atitude ou deixaram ou de alegria ou de esperança e de sonho é o que se vive na terra porque a senhores e a autoridade ea nobreza quem é que anda dizendo sempre que assim que é na terra quem anda dizendo que é para viver diante da morte se afinam a vida a luta ea trabalho isso é procura mulher e se procura o marido isso a vida na terra uma vida é consiste num a fran numa luta num processo dentro quando a gente procura o outro ou tem procura outro procura a outra procurar ir além de si mesmo no processo que não necessariamente precisa ser triste não necessariamente precisa ser doloroso mas não há como fugir desse a tristeza e dessa dor aqui não há uma utopia feliz aqui não há uma ilusão da cabeça idade aqui é uma felicidade é possível uma felicidade é possível que se encontra muitas vezes o processo e ainda ainda é o pai falando escuta perceba é assim que é na terra não sei esse fútil não lembro disso e com quem for não fica andando sem rumo como você deve ver como você deverá andar aqui por pouco tempo dizem que é muito difícil viver na tela que tem span todos os lugares de conflitos você minha
moça minha pequena eu vou te dizer qual é o teu ofício o que você terá de fazer durante o único durante a noite e durante o dia ou saga bater as coisas de deus muitas vezes pensa nele e é uma noite e como o vento a faixa de súplicas invocou chamou reza de folga aqui é roga pede muito quando estejas no lugar hão-de dorme assim o teu sonho será um sonho gostoso é de a primeira dica é que os mexicas estão nada para os seus filhos é confia em deus fica tranquilo confia em deus pede as coisas para ele vai vivendo e vai na como diz aqui pensando nele vai invocando dessa maneira você dormirá tranquilo dormir com a consciência tranquila não fala a palavra consciência
mas evidentemente os cristãos quando escutam estou aqui quando leem estudos aqui o bernardino deixa algum cabelos aqui imediatamente estabelece analogias ou os princípios cristãos e e aí quem é e ainda mais uma coisa e olha sogro um por um lugar difícil e caminhamos andamos aqui na terra sempre no precipício se de um lado o abismo e de outro lado o barranco e se você não for pelo meio cair as outro lado ou de outro só no meio é que se vive só no meio é que se ama bom então é tão fácil de identificar isto o justo meio de aristóteles com a ética a nicômaco e não necessariamente era isso que ele estava querendo dizer né mas foi assim que foi entendido genro o pai está falando para a tua filha é preciso andar no caminho do meio não fica lindo um lado nem para o extremo nem para outro extremo é o mesmo conselho que estava sendo dado a nicômaco a virtude está no meio e no está vindo lado extremo nem do outro lado extremo e e e e aí é é eu acho que só me falta agora dizer que é um o poder um último trecho aqui me parece aqui e vai dar conta da última coisa que quero falar o que é assim
e eu digo para vocês será mesmo por um breve tempo será como a flor do lote a ser assim que viemos abrigos e ser assim que viemos a conhecermos sobre a eterna eu sei lá como como desabrochar de uma flor pela toda assim intenso e curto nós viemos aqui na terra para murchar vi bom então te deixa apareça agora o desamparo que saia de nós amargura e que venha a alegria é ímpar e a prazer nós somos a vida vinde e vamos nos alegrar que não haja rostos tristes porque a terra é muito larga interessante isso aqui dá uma dimensão do carpe diem em a mesma coisa aqui na civilização clássica da que está dizendo é de fato é duro é triste é é difícil viver e tudo se passa em pequenos plásticos e tempo né mas é podemos alegrar-nos podemos podemos conhecer-nos podemos como como diz aqui ó e diz a fazer desaparecer a amargura e ser alegre é e aí e aí e até agora o meu coração compreende a vida eu escuto um canto e eu contemplo uma flor tomara que não murche e é esse presente continuo na vida é essa atenção ao presente o momento ao que está aqui agora isso dá uma uma uma sensação de por um lado de fragilidade
de como a vida é curta como o tempo é breve e como portanto precisamos ser intensos enquanto vivemos flores com denúncia meu coração deseja e eu sofro com o canto eu tô a cantos na terra cantares de cantos da terra eu quero flores que durem nas minhas mãos é bonito isso daqui nada eu quero flores que durem as minhas mãos onde encontraria suas flores formosas onde encontrarei cantares por 1uzo o e calisto aqui eu encerro as minhas e reflexões de uma relação a filosofia na outra lá e dizendo ainda o último poema que leon partilha coloca como destacado como eu disse é o que de alguma maneira representa toda essa civilização flores e cantos em flores e cantares talvez a única maneira de dizer palavras verdadeiras na terra é interessante isso né muitas vezes a gente perde a noção daqui mais do que blá blá blá blá blá as palavras verdadeiras se exprimem através da poesia o poema bis muitas vezes mais muitíssimo mais do que milhares de argumentos carentes de sentido que cara é essa aula que eu queria falar para vocês sobre a filosofia na orla eu sou professor raphael luiz dessa que meu curso virtual de história da américa outra lata
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