Torre del Oro iluminada à noite, às margens do GuadalquivirRafael RuizProfessor de História da Unifesp

História da América | Aula 5 / Parte 2

Dos Códices às Crônicas. O que são as Crônicas. Sahagún, Durán e Acosta

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e agora nossa aula virtual da história da américa a aula 5 parte 2 vou falar agora sobre as crônicas que nós temos dos espanhóis com relação à as histórias do novo mundo é a primeira coisa interessante eu vou falar de três cronistas principalmente tô seguindo o texto a livro do eduardo natalino dos deuses mexicanos onde ele fala de três cronistas grandes cronistas cada um deles representante de uma uma ordem religiosa a bernardino de sagu franciscano diego duran dominicano e josé da costa jesuíta são como três grandes marcos existem muitos mais não são três grandes autores as suas obras foram criticadas foram louvados e foram introduzidas em editar das várias vezes para durante o século 16 de alguma forma foram as primeiras grandes as primeiras notícias fundamental as receitas como bem escritas sobre o mundo mas o americano é e eu queria comentar a antes de começar a falar de cada um deles queria falar como já tinha comentado na primeira aula falando sobre as fontes né que de fato essas crônicas são os primeiros escritos de uma forma ordenada e sistemática e nós temos sobre as coisas do novo mundo né sobre as coisas da américa e que logicamente elas tinham uma intencionalidade né agora eu acho que é muito importante não não cair no lugar

como é que é fazer uma crítica essas crônicas simplesmente dizendo que era foram escritas por religiosos que tinham uma intencionalidade e que portanto e não são confiáveis dizer essa essa toda essa ligação dentro de relação de causa e efeito não me parece razoável quero dizer com isso não seguinte qualquer inscrito seja feito por um religioso seja feito por um indígena seja feita por um espanhol c&a feito por um astronauta seja feita por quem for qualquer escrito eu tenho uma intencionalidade meu nome escreve assim nenhuma intencionalidade então é preciso reconhecer as a intencionalidade na narrador e depois verificar a por meio da da e aí e posta atuação de outra documentação e ou por meio de uma uma crítica apurada ver o conteúdo haverá verossimilhança ou a veracidade do que sabe tu mas se não você pode desqualificar pelo simples fato de ser uma narração feita por um lugar nenhum quem é e se fosse assim né qualquer narração qualquer narrativa feita por alguém também acabará tendo uma agora sendo questionada e que deixada de lado bom

então agora entrando detalhadamente cada um dos nossos autores a primeira a primeira autora a primeira crônica que eu acho que vale a pena falar é de bernardinho e sagu são as histórias das coisas de nova espanha né sagu nasce na espanha 1499 e vai para salamanca estudo em salamanca se entra na na ordem dos franciscanos em salamanca e morre 1589 ou seja mais ou menos isso há 90 anos né ó mais ou menos não exatamente não aguentamos ele chega na na no méxico chega na espanha 1529 e é um doce professores do colégio de santa cruz e tal te louco que é o primeiro colégio fundado pelos franciscanos e ele vai aproveitar precisamente manter os alunos que ele tem para enviá-los em comum como uma espécie de monitores o re coletores de dados né uma grande é um grande senso um ibge da época dele ele faz um questionário entrega-se questionário a aos seus alunos e envia os seus alunos a procurar os seus familiares de os seus avós perguntar para ele se distrair e as notícias as histórias que eles tinham para contar para as respostas que ele tinha que para dar para essa questionário né é um bom então é e ele procura no seu texto ali procurar escrever para entender o intuito da

converter isso fica muito claro algumas passagens do do seu livro de as coisas da nova espanha é fica muito claro né é um dele ele fala quando especificamente né de que por exemplo os indígenas tinham uma moral tão boa quanto a moral dos cristãos com uma diferença que eles viviam melhor do que os cristão essa moral a dizer a mais honestos e dizer a mais mais morais a mais menos e morais do que os cristãos e ah e ainda por cima fala que houve uma pretensão por parte dos religiosos de colocar os indígenas né no na estrutura hierárquica na estrutura de professor para professor adu do colégio de troca logo que isso funcionou durante o bom tempo até que acabou incomodando a própria coroa porque começará a perceber que os indígenas avançavam mais rapidamente aprende a mais rapidamente do que os próprios espanhóis então claro para efeitos a coroa da coroa de castela eles estavam alimentando e na visão de castela criado um monstro que depois ia chama volta contrárias porque estavam ensinando e eles estavam aprendendo mais rapidamente melhore outras expansões é no ponto de vista de deixar algum nos interessa é o e o desejo por parte de sabo de conhecer a língua na outra de conhecer com exactidão a história a tradição a

religião oculto ver que ele 1 m e vai procurar defender é porque a partir desde certo momento é é ele mesmo percebe como como a oposição dentro da própria ordem franciscana aos seus escritos de e dentro da própria corte de castela na coroa de castela aos seus escritos por que começa a a receber a crítica a daqui é na verdade o que ele está fazendo é defendendo e facilitando e mantendo essas tradições e esses essa crença e esses cultos mas a verdade é que tudo isso a partir de uma de uma forma uma visão de alguns religiosos tinham de que era preciso conhecer para converter ela tem o conhecimento profundo e e adequado da própria história da própria tradição e da própria religiosidade indígena e essas ligações não acreditavam daqui não seria possível fazer uma conversão verdadeira é o contexto todo né passa ser vai ser feito três em três colunas na depois a edição final vai estar em castelhano que a gente utiliza mais eu tenho aqui ele tem ação três volumes em castelhano né

mas o códice todo florentino é exatamente isso né é eu o texto que vai ser utilizado que vai ser trabalhado por se algum esse texto esse texto bem demorar mais ou menos 30 anos há 30 anos nada na sua redação e vai sofrer inclusive é censura vai ser sofrer oposição por parte do do geral da ordem de ele vai durante um tempo algum gerais né vão impedir de que de que sabe um tivesse papel para escrever tá bom vai fazer vai pegar os o papel de outras obras obras de biologia obras da anatomia por exemplo ele vai ele vai raspar e vai escrever lá em cima você fosse um palimpsesto é tinha 1845 ilustrações oi e a seiscentos e vinte e duas vinhetas decorativas traçadas em vermelho e preto com a técnica típica mesa americana é origem não estamos falando da obra original é e na edição o polarizada da sua obra da cidade as histórias das coisas da nova espanha é e tem o texto em castelhano que é o que eu odeio em três volumes o outro autor diego durante um dominicano ele nasceu em sevilha 1537 e chega aí chega na américa quatro 5544 apertar dos sete anos depois então é cidade o interessante é porque ele passa toda sua infância toda a sua adolescência e pelas

oportunidades já em índias já na américa já não no mundo menos americano então ele ela tem um conhecimento assim como sabo enviou seus alunos para é trazer a respostas ao seu o que eu sou visita o seu funcionário né é aqui durante ela tem um conhecimento direto não tem um conhecimento direto da base das das coisas ele deu um conhecimento das das das pressões as frases ele aprende nela ele fala fluentemente na o ator né ele não precisa de uma propriamente de uma tradução ele já é um produtor né da hora tem um conhecimento vivo que lhe permite que nos permite dar café para o que ele conta e em princípio tanto sabe um quanto o cantor durei mesmo aposta né eras não princípio não é para beber oi iara do texto de lennon em que eles queira mentir né porque eles escrevem para que os outros frades da sua as ordens que tenham facilidade quando nesse vierem para a américa para converter os indígenas então ele entendeu que procura dar uma o conhecimento verdadeiro embora logicamente filtrado pela sua intencionalidade de chamar entrada pela sua intencionalidade deixar levar é é interessante perceber que tanto sagu já disse quanto duran eles são eles encontra muita resistência por parte dos outros membros da sua da sua ordem e por

parte de muitos políticos da coroa de castela né porque eles consideram e mais ainda também dos bispos né eles consideram esses essas pessoas consideram que o santos algum quanto durante é estão facilitanto a prática e do lá trica o a volta para a prática idolátrica é porque existe ano é nesse momento nós estamos falando do até 1550 dos primeiros dos primeiros cinquenta anos da colonização vão perdão no caso do caso do do do doméstico dos primeiros 30 40 anos da colonização e da catequese né então é havia dois grandes grupos o grupo que era minoritário representado por esses autores e outras outras outros franciscanos e dominicanos que comungavam desse mesmo princípio não será preciso conhecer conhecer certo conhecer as formas de expressão ritual ao pensamento religioso e as práticas escuto pelos indígenas porque sem esse conhecimento profundo seria impossível realizar uma conversão verdadeira poderia se realizar uma conversão para inglês ver e também aconteceu mas a pretensão de se religiosos era realmente uma conversão verdade vida e para isso eu não preciso conhecer esse grupo vai encontrar uma forte resistência de outro grupo que também pretendem a conversão dos indígenas mas através de um método muito mais drástico muito mais violento que o método da extinção das idolatrias da estripação como se dizia você idolatrias

e para isso era preciso simplesmente destruir simplesmente esquecer apagar assim como por exemplo agora é isso é uma questão interessante da que às vezes a gente está vivendo as questões e não não percebe aos paralelismo e vamos ver até que ponto é interessante destruí o monumento uma questão que não pode não pode acertada como suposta quando religiosos espanhóis chegará no méxico não vou mundo a haverá um grupo forte que vai defender a spear passam a eliminação porque aquilo é ruim precisa ser extirpado então nós nos encontramos com monumentos com carentes que em determinado momento existiram no mundo ocidental e que agora são destruídas não estou dizendo com isto que no caso por exemplo dos escravos o canetas tenham feito e eu estou dizendo que precisamos questionadas e precisamos pensar sobre até que ponto até que ponto temos até legitimidade para apagar e para esquecer para passar uma borracha sobre a história e é preciso estabelecer uma crítica é preciso colocar-se numa posição crítica sobre a própria história de uma autocrítica sobre a a nossa história contada muitas vezes me parece e os estudos historiográficos são muito mais interessantes do que a própria história ou seja é a reflexão crítica que eu estou redor faz sobre a a historiografia sobre a história contada pelos outros historiadores ao longo do

tempo é muito interior pode ser muito mais interessante muito mais importante do que simplesmente apagar um pedaço da história porque agora nesse momento histórico ou consideramos errado consideramos grotesco consideramos bizarro consideramos repressor ao qual não se é repressor e entre e avisavam pode ser e é uma ditadura mas não podemos apagar é preciso estar deixando a crítica você desculpem é o filho um parênteses um pouco longo nesse daqui mano parece que é importante porque de fato naquele momento histórico no século 16 havia enfrentado as duas correntes e e pelo pelo apagamento o que hoje se chamaria de cancelamento cancelamento de uma parte da história do que a história asteca e outra parte em que defendia a super vivência a manutenção dessa história para conhecer a melhor lógico volto a dizer ou mãe finalidade com mãe intencionalidade de converter os indígenas mas não de apagar essa história anterior e quem é e aí e ainda é e quais são as fontes é quais são as fontes de verduran não tem um as fontes diretas também como começar a aguda que se sabe um é o mais forte da diretas terceirizada não através dos seus alunos é durante pega os textos de os códices pictográficos antigos eles podem ler eles realmente faz referências a por exemplo a antiga da peregrinação dos

astecas e a chegada entre os picantes ele vendeu esse códice né ele ele tem conhecimento ele pessoalmente né e ele se coloca né como disse para vocês ver se coloca em oposição por exemplo o bispo zumarraga o bispo zumarraga que o primeiro bispo da cidade do méxico e no instituto ela é um grande defensor da extinta a ação do cancelamento da história interior né e o durante o durão fala fala de principalmente aqui é o conhecimento desses códices e a história desses códices né nos teriam dado muita luz se o ignorante e zelo dos outros não os tivesse destruído tão era chama ao somar hd de possuir um zelo ignorante é são os vamos dizer assim as as tensões inerentes naquele momento histórico né e como você sabe é quem ganhou infelizmente foi a corrente do cancelamento e da extirpação e da extensão e o último o autor da queria falar é o jesuíta josé da costa né que ele nasce menina de campo em castela 1540 e morre em 1600 é são 60 anos é mais bom mais novo do e os outros dois né ele esteve no no peru a teve uma passagem pelo pelo a minha 570e a1586 vai para nova espanha e ele escreve e quando quando quando ele escreveu a

obra dele aqui vai ter mais mais repercussão no mundo ocidental porque de certa maneira ele pretende encaixar na como uma coisa já bem mais cartesiana encaixar cada descrição cada narração cada pessoa cada deus cada personagem é indígena na caixinha ocidental apropriada então e isso é muito bom no sentido de o molde europeus bom ter mais facilidade para entender para visualizar a história que está sendo contada porque ela já está dentro da caixinha europeia né normalmente as fontes deles são fontes de segunda mão só falta só onde ele pega as informações já em castelhano e em latim de ela não teve direto um contato direto um ou na orla reproduz em geral as opiniões ou as crônicas que já estão circulando em língua vernácula para ele ou ela tem uma cartesiano as critique as coloca sass põe nas manifesta as crítica às explica da e é dessa forma que levar e dando conta da história das coisas de novo espanha e da mesmo do do peru ela é usa em geral que ele e os critérios e e as argumentações típicas de aristóteles ou difícil não eles m.l.r. precisamente aposta josé da costa que classifica classifica os indígenas em graus de racionalidade né ela não de se qualifica no sentido de dizer que os indígenas não são humanos e

sou já naquela altura não podia ser mais dito no que já estava comprovado da quilha tanto científica quanto religiosamente e já havia já estava determinado já estava a dito no forma clara e definitiva de que os indígenas eram humanos e capinha na alma e que ao importante que por causa disso era que poderiam ser convertido e é importante entender isso não porque eu já novamente se falar porque os espanhóis jogam os indígenas não eram humanos não isso na verdade é porque se eles achassem os indígenas não eram humano então de nada adiantaria o processo de conversão agora o que sim acontecia era uma desqualificação sutil era diferentes graus de racionalidade isso vai ser a costa que vai colocar uma forma organizada né existe uma assistiu o espectro do maior do maior ou menor gravidade deu utilização de racionalização ou racionalidade então havia indígenas que tinham 1° vou da nacionalidade isso para a por exemplo se algum era óbvio ea maior parte dos indígenas assim como a maior parte dos espanhóis também agradecem assim inclusive a para as algum havia indígenas é muito superiores do que os espanhóis aposta colocar um espectro mais desqualificador então havia alguns indígenas que tinham um grau elevado de razão de uso da razão e não diminuindo até alguns que eram muito próximos de um

grau mais do que de humanidade num grau de animalidade não tinha um bom conhecimento eram simplesmente pessoas os entendia que não fossem pessoas pessoas que eram como criança então isso aqui vai dar motivo vai dar pé para se entrar diz o pegando a doutrina da francisco de vitória que também o franciscano está instalar manca bando aulas a1530 1541 é de que os indígenas de maneira geral precisa ser tutelados porque a grande maioria tem uso de razão muito baixo e como se fossem crianças ele se volta aperfeiçoar eles vão se desenvolver mas isso vão vai poder ser feito outra vez da educação dada pelos espiões essa a ideia que vai fundamentar toda a colonização todo o processo da colonização o processo de tutela nem todos os espanhóis como dispensavam dessa forma mas é esse vai ser o pensamento hegemônico da colonização espanhola e e precisa fazer por exemplo também da costa isso não peguei essa esse esse a educação e assim se não precisa ser feito na própria língua indígena batendo por causa disso porque os indígenas não não tinha facilidade para aprender idiomas coisa que é falso nos algo fala exatamente o contrário que eles tinham uma facilidade enorme lembra aprender tanto o casamento quanto falar assim por exemplo enviar documentos quando o que falam nada do outro lado da formação e

dois primeiros anos do colégio de santa cruz dental tá louco como os indígenas aprenderam rapidamente o idioma castelhano latim mas aposta está olhando para um outro patamar e tá olhando já com uma visão de colocar cada um na sua caixinha né então os indígenas eles tinham dificuldades eles eram um pouco criações né então era preciso que os religiosos fizessem o esforço de aprender o seu e deu a rota para ensiná-los não sei o ideal mano e deu uma na outra lá o tempo com paciência com uma instrução ordenada organizada e estável o jesuítas em geraram eram mestres nisso da ida e encontra o seguinte a resposta morre 1.600 é 1586 e quando ela está nova espanha então a escrita do livro dela é nesse período nesses quatro anos é é 1.600 o jesuítas estão construindo pela primeira vez sou seu ratio studiorum seja estão organizando um de uma maneira geral e global toda a educação jesuítica para os seus próprios colégios não seja para os colégios onde os jesuítas se forma e para os colégios onde os as crianças os jovens em vão ser educados os jesuítas então organizando todo toda a grade dos seus estudos tanto internos quanto estamos então vai sentindo o que eu coloco a costa fala e principalmente de que esse mês momento é o que tem que

ser levado para aos indígenas para educar os indígenas mas falando na própria língua deles para facilitar as coisas porque eles são um pouco crianças então esses bom a mão dado importante que me parece necessário falar também né é que tanto o livro de enfermagem nesse algum comodidade até talvez pela suave pela sua dimensão se opção livros ou um vários volumes são modelos grandes de não foram muito unidos enquanto o livro da costa foi muito difundido muito lindo é verdade também eu jesuítas tinha uma facilidade para fazer essa distribuição e essa divulgação dos seus textos pois aquele jesuítas dominicanos não se preocupava tanto então curiosamente ou livro é melhor melhor a freguesia de alhos sem graça e eu e as características ea história da cultura benfica e não vai ter penetração no mundo europeu são os livros deixar cuida não até é mais bem mais recentemente enquanto o livro e mais distante disso que eu da costa vai ter uma difusão grande no mundo europeu e era isso que eu queria falar essa aqui é a parte 2 anos aula 5 umas crónicas aula todas sobre os códices e as crônicas muito boa tarde e meu nome é rafael ruiz meu e-mail é rafael ponto ruiz arroba unifesp.br quem quiser se inscrever é só escrevendo

Fim da transcrição disponível. A conferência de completude em relação ao vídeo ainda está pendente.

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