História da América | Aula 3 / Parte 2
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boa tarde estamos novamente aqui com vocês para continuar o curso virtual de história da américa eu sou professor o ferro isso aula aula nº 3ao parte 2 de sal eu queria falar com você um e sobre o iluminei de características da tradição ibérica ou seja eu quero mostrar para vocês hoje seria os elementos que configurariam uma o mar tradição uma vai lançar comum a construída na península ibérica ao longo da créditos 800 anos de domínio muçulmano em com continuar as idas e vindas com relação as guerras de conquista da reconquista e em que conviveram cristãos judeus e muçulmanos no mesmo território eu vou tirar essas reflexões de um livro que me aparece aqui é muito interessante é difícil de encontrar e do autor um que foi é é silenciado pela elefantismo josé américo castro a obra se chama espanha na sua história eles estão mouros e judeus é é a próprio título já é significativo e precisamente por essa por por explicitar de forma assim é palpável no seu próprio título essa convivência entre cristãos e mouros e judeus é que principalmente a censura franquista atingir o autor e o seu livro né também por seu posicionamento republicano claro mas a obra em si não era bem vista nos tempos da ditadura na espanha é
e ele dá uma série de características eu vou começar diretamente falando delas é a primeira que me parece extremamente interessante o que tem a ver como que falamos na outra aula coisa a percepção do do artigo da playboy das sobre a ex sulfato de espanha está na fronteira da cristandade né é o américo castro traz um texto num discurso no concílio de basileia em 1434 do bispo de burgos on quem é o bispo chamava-se alonso de catarina o que me interessa eu o teoro do do da afirmação do bispo e ele dizia assim os castelhanos nunca estiveram sujeitos ao imperador do império romano é mas ganharam no seu reinos arrancando com os dentes aos seus inimigos que me interessa aqui não é propriamente a falar do da metáfora da da arrancar com os dentes o terreno mas doce doce constentações claras que aparecem na frase primeira é que nunca estiveram submetidos nunca serão sujeitos ao sacro império romano-germânico né de fato a espanha estava na fronteira da cristandade ela não fazia parte do do império é precisamente pelas suas pelas desconfiança se né que o núcleo duro do império tanto os romanos quanto os francos quanto os germanos católicos tinham correlação essa mistura de religiões que se davam na na península ibérica é e por outro lado
e a outra parte da frase né é esse estado de guerra nesse assim como é que história que está construída em cima de uma história continuada de guerra então é a virtude à virtude do ponto de vista castelhano é uma virtude forjada na na guerra e não estamos falando o bispo de burro está falando em 1.400 é uma virtude que está fundamentada na guerra e não no comércio nem nas artes mecânicas é o horizonte de vida e castela é um horizonte de vida incerto difícil angustiado é porque é se é horizonte né inseguro onde em qualquer momento poderia haver uma radia uma mamãe invasão violenta dos muçulmanos para conquistar a outra vitória muitas vezes no território mas era simplesmente para saquear né a pequena cidade ou a pequena aldeia castelhana e outras vezes é preciso então aproveitar o momento dentro do momento que era de classificação mas então é importante é aproveitar o momento que talvez estava perturbado do califado então atacar e conquistar mais território ou perder mais território não é isso e só queria uma forma de ser uma forma de se comportar em uma forma de estabelecer as relações sociais é que podemos chamar
assim bem inseguras né incertas que eu acho que é muito importante levar em conta porque estamos vivendo numa momento histórico e que aquelas certezas próprias do iluminismo as certezas do progresso continuado da certeza racional estão sendo contestados estão sendo testadas e muitas vezes estão sendo quebradas pelo coronavírus agora mesmo nem sabemos mais o que que é verdade e o que que admitir em tudo me falado com relação ao coronavírus temos percepções temos probabilidades temos hipóteses mas certezas absolutas muito poucas muito poucas e isso nos nos queria assim de forma individual de forma pessoal não se cria uma atitude e talvez de tenho certeza de insegurança precisar confiar naquilo que ainda não sabe se dá para confiar não dá para confiar não é eu olhei para vocês um poema de fernando pessoa é um aqui me parece um parece que retrata muito bem essa situação né que é uma situação do mundo ibérico anterior a unificação topo anterior a a unificação de portugal quando uma explicação de castela e aragão o povo está mensagem lugar esquinas diz assim os deuses vendem quando dão a compra se a glória como desgraça e ai do felizes porque são só que passa um basta e aqui embaixo e o que ele basta o bastante de lhe bastar é isso aqui é bem interessante
o plástico aqui em basti ou que lhe basta o bastante de lhe bastar a vida é breve alma e basta ter é tardar e foi como desgraça e com beleza que deus ao cristo definiu assim o pó a natureza e filho ou gil bom então veja é uma forma de viver sofrida desgraçada onde falta quase tudo o deter coisas é uma perda e não tenho é um ganho mas é aí onde a alma e basta não deve ir tudo está forjada é na contradição no sofrimento não perseguição na dura luta na dura tarefa de de ganhar terreno de conquistar terreno por outro lado se a gente pega por exemplo um autor como ortega e gasset é que escreve espanha e invertebrada ele analisa se momento da reconquista de uma forma bastante diferente ele fala precisamente de que é o que o que se pode verificar na como característica da do reino os espanhóis é a sua desorganização a sua incapacidade de agregar à sua incapacidade de unir a sua incapacidade de criar um projeto como é que unifique uma nação de fato você demorou 800 usados para fazer isso a unificação por que o que havia era individualidade o que havia era fazer e desfazer vamos chamar assim né fazer ele de se fazer você você tinha um pessoas um que se eu
sonhava no projeto que realizavam uma tarefa e ao mesmo tempo tinha um mau outra série de pessoas né e por inveja por o por diversidade de opinião o que fosse acabava criticando então deixa fazendo aquilo por causa disso ortega vai vai olá aqui é o que se verifica né é que castela não sabe é criar projetos comuns e há uma citação na américo castro que me parecia também muito interessante né é é d1460 praticamente da mesma época do que falar o bis poder de burgos né então é tanta referindo a uma sentença de pedro o cruel rei de castela né aqui mandou executar ao senhor né é um penhor da castelo castelo ai afirmação dele o e o desalento dele se manifesta no seguinte frase este é castela e faz os homens e depois os gasta e os mata então castelão apoiando o ferro apoiando nos ainda na ideia de ortega é ela ela é uma espécie de saturno bóia se vocês procuram nos as gravuras de goya com relação a a a invasão napoleônica tem um quadro famoso de goya não a gravura famoso de goiânia que são os horrores da guerra né ele aparece saturno devorando os seus filhos saturno deus saturno devorando os seus filhos está na mitologia mitologia que legal essa
cartela bom então pois não há duas visões opostas da e de coloração acastanhada e os castelhanos não podemos confundir porque às vezes é fácil de falar da américa espanhola da américa castelhana né como se fosse um empreendimento de castela né e nem sempre a gente percebe que muitas vezes mais do que um empreendimento de castela é um empreendimento ou dos castelhanos é uma empresa individual com as bençãos e os autorizações de castela mas o sentimento de pertença é uma questão como no mínimo no mínimo discutível né porque a virtude e é comentada vezes 800 usadas é uma virtude individual que vem depois criar um sentimento talvez a pertença a daquele pertence a uma cristandade de pertença a a uma coroa que vai ser a coroa de castela à medida que se vai avançando mas boto insisto nisto esse é o sentimento eu pensamento o projeto comum que foi muito demorado e principalmente do meu ponto de vista porque eu quis saber o que significava era a constância e o quê oi david tudo e pessoal e não de uma aventura coletiva né é outro outro outra característica que me parece significativa essa é a também indicada por por américo castro é o que deixava de fé vital então é essa ideia ou precisa de explicar um
pouco porque hoje em dia é difícil a gente entender até que ponto a fé pode ser um elemento agregador e um elemento propulsor da energia de uma fé como ele disse o médico gastro em você vital seja nós estamos falando de uma de um corpo doutrinário nós não estamos falando de dokmos né até porque os castelhanos estavam realmente muito misturados com judeus e cômodos e com ela a crescer e não não não havia uma uma certeza uma garantia de verdade católica mas havia uma fé é é vital e essa febre e tal era a ideia da transcendência a ideia da providência seja o fato isso era por burra as três religiões é o fato de que existia um deus criador e que as pessoas eram criaturas de deus e que havia um plano criador havia uma providência as coisas aconteciam de acordo com o projeto divino com o plano divino né e cabia ao ser humano é a sua adesão a sua aceitação porque o ser humano era livre né então é não não havia uma contradição mesmo esse nesse mundo medieval não havia propriamente uma contradição entre a percepção da transcendência e da providência divina ea percepção da liberdade o ser humano continuava sendo livre de podia eu abrir ou rejeitar o plano de deus era
preciso que houvesse uma a visão como é que se processava isto processava-se é no mundo islâmico através da ou seja era preciso uma luta interna do homem contra si mesmo para obedecer a la paz aceitar os lâmpada submeter essa palavra eslaner a submeter-se do ponto de vista judeu se vocês conhecem algum pouco da bíblia vocês podem procurar a passagem do génese onde se fala do sonho de jacó e jacó luta contra o anjo de deus e oi e o anjo ele domina jacó dormiu anjo não deixa o anjo ir embora até o anjo abençoado e aí então o anjo ou muda o seu nome para israel né que é aquele que não tô contra deus né mas mas ao mesmo tempo que ele luta contra deus obedece a deus aceita é uma obra é foi preciso uma luta do homem contra si mesmo não é para aceitar a deus e no mundo católico é o mesmo processo né vocês podem ver as cartas de paulo e vão descobrir e só também tem que estar falando que tudo é para para aqueles que acreditam em deus não é para o bem então que sentido o que pode ser que as coisas dão errado mas há um plano de deus é que o homem ainda não vê não enxerga mais que confia
eu vejo tudo isto a wellington de castro vai dizer que foi fundamental para para a construção de castela né porque lá ao mesmo tempo que a amanda não seja a espanha é muçulmana se fundamenta na fé em alá aí e irmão me né é a espanha cristã espanha de castela essa fundamenta na fé em santiago vai vai surgir a imagem de santiago o apóstolo tiago surge em castanhal thiago está unido ao santo santiago tudo junto né
então são tiago a tradição medieval é de que está enterrado em santiago de compostela na cidade de santiago agora quem seria muito complicado explicar de santiago estava é que foi a a é executado por herodes na palestina chegou a pessoa santiago de compostela que está acima de portugal no norte da espanha acima de portugal mas o fato de que há relatos na relato documentos que as tropas castelhanas acreditavam e santiago aparecia no seu cavalo branco é isso eu punha a alma é que aparecia também no cavalo branco dele e lutando a favor dos árabes e santiago a favor dos castelhanos é isso é um dado importante né esse é um dado importante perceber captar esta realidade né o que tem a ver com uma feira divindade em uma sei que é vital que não sou muito preocupada com uma vamos falar assim o corpo doutrinário mas está preocupada com uma realidade vital se dá ou não dá para confiar na força de deus que você diz não na bíblia luta por israel na luta pelo povo escolhido é a um texto do dom quixote que me parece aqui é muito significativo que eu gostaria também de ler aqui para vocês né é que quando ele se encontra com o cavaleiro do verde gibão está no
capítulo 16 a segunda parte né então acho que isso resume tanto aula da primeira parte da nossa aula quanto esta parte que eu estou querendo querendo dizer a vocês dessa característica de uma sociedade que se baseia fundamentalmente na pretensão de viver a virtude diz o quixote sair da minha pátria tem eu orei a minha riqueza deixei a minha como da vida e entreguei-me nos braços da fortuna na hora que me levasse a um neila quisesse é isso ressuscitar a já morta andante cavalaria e uma dias que estou pensando aqui e caindo lá me despenhando por lá e me levantando por a colar cumprir cumprir grande parte dos meus desejos socorrendo viúvas amparando do zelas e favorecendo o casado órfãos e cupidos que é o próprio e natural ofício dos cavaleiros andantes parece assim que é ilustrativo se esse trecho do quixote né porque por um lado por um lado nos fala aqui deixa de lado que penhora sua riqueza deixa de lado a sua vida cômoda e vai ele tem consciência de que tá saindo para gotas vai tá indo para o meio do mundo né para a exercer a virtude e que teve dificuldades que tropeçou aqui para o pessoal lá levantou aqui levantou-a colada e no meio do monte de dificuldades conseguiu não consertar o
mundo mas pelo menos realizar algumas boas ações amparou viúvas cuidou de donzelas e se preocupou com os pepinos deu deu cobertura aos órfãos enfim contigo não consertou o mundo quer dizer essa ideia da consertar o mundo é uma ideia utópica que vai vir muito posteriormente já com o iluminismo propriamente dentro de um projeto da reforma universal aqui a ideia do quixote que me parece com uma ideia bastante castelhana que está dentro da lógica do américo castro é o que importa realmente que importa realmente é a a a prática prática individual da virtude e é uma virtude concreta ações concretas não não de valores não digo de ficar vindo a honestidade bondade nada não são coisas concretas e específicas que precisa ser em dívidas é ah e tudo isso no meio lá me diz assim de um uma mistura de de de de acerto cd fracassos né é isso que o importante
então perceber isso essa mistura dá certo sede por acaso você é o fato de acreditar numa sociedade virtuosa ou de que onde é possível ver a virtude não significa que vai dar certo eu pelo contrário já se sabe que vai ter muita muita mistura vai ter muito muito erro vai ter muito muito muito lodo o que não leva agora o outro o outro texto é um outro poema acordar de fernando pessoa fernando pessoa por ele mesmo que me parece assim aqui é lindo o poema lindo pelo menos do meu ponto de vista não é que diz esta aspecto que estou tentando dizer que me parece relevante do ponto de vista medieval do ponto de vista cristão não se trata de consertar o mundo não tem conserto ou se vocês querem outra forma do ponto de vista cristão mundo foi consertado por cristo uma foi com a morte de cristo foi concertando uma forma estranha é um concerto interno o homem conserta espiritual não conserta o material num concerto assim das relações políticas econômicas sociais não isso daí continua abandonado e essa percepção virtuosa meio estranha para alguns para nossos ouvidos é moderno e racionalistas parece um pouco sem sentido vou ler o poema é a vida a terra eu vi dela é lodo tudo é maneira diferença ou mudo em tudo
quanto um tudo muito fácil ser solto e em tudo quanto passa se o todo é muito lindo esse poema eu vou repetir a vida é terra e eu vim dela e logo tudo tudo é maneira diferença o mundo já esta é a ideia própria mente castelliano é propriamente lusitana tudo é circunstância o homem está em circunstância as soluções e dão em circunstâncias as decisões sobre o justo eo injusto são dadas em circunstâncias
por isso possível que para um caso concreto cedeu uma solução x e para outro caso concreto já deu uma solução e precisou e que se não entendi diferentes e ao mesmo tempo as duas sejam boa certas justas isso é tão tão estranho para os nossos ouvidos contemporâneos não é mas é importante a pensar isso tudo é maneira diferença e modo e em tudo quanto faça ser solto em tudo quanto faça ser do todo e nada mais individualista do que isso aqui então isso é muito importante porque é a reconquista e mesmo a conquista da américa não foi o resultado de um plano ou de um projeto de estado muitas vezes me parece assim se discutem muitas a discutir muito na historiografia brasileira né é incluso também na portuguesa né assim existiu por objetos existia o plano a conquista o brasil da construção do império é eu tenho minhas dúvidas eu acho que não houve plano novo projeto o que houve foi tentativa e erro e houve tentativa e erro por parte dos castelhanos e por parte dos lusitanos
então assim como você pode ir é é pensar na aqui mais do que um uma ideia de de de de de estado que não existia eu ainda vou falar sobre isto na terceira parte da da aula né mas o que é dia de um estado aqui realmente não existia o que havia era uma pessoas singulares que se juntavam a outras pessoas singulares para dar conta de um empreendimento como eu também não sei sabia muito como é que ia ser bem como que ia acontecer né o que era preciso era estar preparado de para estar preparados era preciso ser e solto isso fazer tudo o que fazer filha fazer tudo que quiser deixar toda a marca pessoal né isso é configurativo configurativo da sociedade castelhanas a sociedade lusitana e da sociedade americana e nesse sentido me parece
assim é muito diferente é muito diferente da colonização britânica é porque de fato voltando a gente almoça e acabando com o início né frente almoça e fala eu expliquei para vocês não é que a ideia importante é o mesmo é para entender essa essa essa diferença de colonização entender né que é a península ibérica fez uma opção pela consciência individual pela força da pessoa individual pelo pelo sujeito concreto enquanto que a américa a britânica que importava era muito mais o contrato a sociedade e que sempre de alguma maneira é mais objetivo mas ao mesmo tempo é mais abstrato e eu queria acabar com uma um texto que me parece bem significativo de um autor que eu gosto muito que miguel de unamuno tem um pensador do começo do século 20 né ele tem um livro sobre é o livro sobre o sentimento trágico da vida esse é o título do livro né nessa livro ele é principalmente manifesta uma profunda rejeição e o idealismo alemão e a tudo que seja alguma forma uma espécie de pensamento kantiano e diz assim é com isso eu queria encerrar esta aula todos os definidores do objetivismo não dão atenção ou melhor não querem dar atenção ao fato de que quando um homem afirmou sou eu a sua consciência pessoal está
afirmando ao homem o homem concreto e leo está afirmando o verdadeiro humanismo que não é aquele das coisas do homem mas é aquele que é do homem e afirmando o homem afirma a consciência porque a única consciência de que temos consciência é a do homem o homem concreto é isso que o nome não está querendo dizer sou uma marca me parece uma marca registrada né de pelo menos um uma interpretação que é o que eu também aceite considerou é uma interpretação da história da espanha marcado uma marcada característica da consciência pessoal da individualidade concreta da pessoa né com isto encerramos a nossa aula virtual na segunda parte da aula teste e ainda
vamos falar é uma terceira parte sobre um pouco estado moderno e algumas características que podem ser elencadas a partir da leitura do poema de mio cid muito boa tarde e
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