História da América | Aula 1 / Parte 3
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é muito boa tarde bem-vindos a nossa a reunião habitual do curso de história da américa virtual da universidade federal de são paulo como eu disse para vocês ainda hoje vamos falar da terceira parte da nossa primeira aula sobre as diferentes são os principais tendências historiográficas que podemos verificar com relação à a história da américa américa colonial quem é é aquilo que duas grandes tendências suprema pelo menos eu vou falar de duas grandes tendências uma para ficar assim conhecida de todos nós é porque se repete sistematicamente dentro dos últimos 40 50 anos e principalmente por meio do curso no mundo das disciplinas as aulas que estão nos cursinhos é o que se pode chamar de colônias de povoamento e colónia de exploração e essa essa tendência historiográfica tem o mérito de explicar bem as diferenças entre uma colonização britânica e uma colonização ibérica e inclusive tem o mérito de explicar é por quê que normalmente se diz não porque as coisas deram errados na américa latina e principalmente no brasil e por que que as pessoas irão certa nos estados unidos né porque logicamente isso a resposta dada por isso a tendência historiográfica a e nos estados unidos o que encontramos o que houve foi uma colónia de povoamento e na américa tanto na américa espanhola
contra o américa portuguesa o que houve foi uma colônia de exploração e essa explicação hoje em dia não se sustenta o ainda explicar porque é que hoje em diante se sustentar mas antes disso vou tentar explicar afiliação dessa tendência como é que surgiu é de que maneira foi construída a pelos historiadores essa maneira de olhar para a história da américa então e se nós adentramos por exemplo no livro de caio prado júnior foi editado no começo dos anos 40 43 a formação do brasil contemporâneo desculpa e a um capítulo que fala sobre o sentido da colonização e esse capítulo já próprio título de é significativo o sentido da colonização
ou seja só existe um único sentido e o sentido que fala aí o prato qualquer outro sentido qualquer outro possibilidade de sentido está descartada a priori por hipótese e-mail agora atualmente vou ler alguns trechos do texto de caio prado para depois fazer a crítica não é o texto começa de uma forma bem conhecida por todos os que estudam a história da américa uma história do brasil pela parte da do do do descobrimento e da colonização começa
assim todo o povo tem evolução vista à distância um certo sentido esse sentido está entre aspas a e esse se percebe não nos pormenores da sua história mas não conjunto dos fatos e acontecimentos essenciais que a constituem em um largo período de tempo e quem observa aquele conjunto de bastando do cipoal de incidentes secundários que o acompanha sempre eu fase muitas vezes confuso é incompreensível não deixa ela vai perceber que ele se forma de uma linha mestra em interruptor com a linha mestra em interruptor de acontecimentos que se sucedem em ordem rigorosa e dividida sempre numa determinada orientação é isto que se deve antes de mais nada procurar quando se aborda a análise da história de um povo é bem interessante esse esse preâmbulo tudo capítulo porque o certa maneira é uma premissa da tese que vai ser estabelecida né essa premissa quando foi estabelecido você nos 40 fazia sentido para brincar um pouco com o próprio sentido da colonização mas hoje em dia faz pouco sentido é uma premissa muito contestada até porque a historiadores é que você coloca precisamente na brecha caiu prado árvore né quem observa o conjunto de bastando do cipoal de incidente e secundários encontra o sentido da história a não ser assim essa é uma premissa colocada por um grande pensador que eu
caio prado mas pode ser exatamente ao contrário pode ser que ou sentido da história esteja nos acontecimentos subtraídas da linha do tempo ou seja daqueles acontecimentos que ninguém deu por eles no momento daqueles acontecimentos que não foram relevantes naquela época e que agora quando o historiador está escrevendo se torna para levantes então não necessariamente não necessariamente essa premissa é verdadeira para todas as situações muitas vezes a história está no silêncio até nascimento da documentação não sei que quis da vos acertar as coisas né a gente pega por exemplo a a crônica seus documentos escritos pelos espanhóis na hora da conquista um sinal rosto ou suas técnicas você dá voz aos incas moça da bolsa aos vencidos não tem vosso e a história como falava lá na outra aula a história é uma história escrita pelos vencedores bom então eu não posso levar em conta as incidências né daqueles que perderam e como não é contrário é bom levar em conta essas coisas que estão à margem da narrativa vencedora da narrativa dominante é precisamente é porque caio prado faz esse preâmbulo então ele vai tentar entrar adentrar um cipoal de documentação né para selecionar esse somente aquele que ele acha que é uma linha mestra de fatos ordenados em direção a um sentido único e disse os
pormenores em incidentes mais ou menos complexos que constituem a trama da sua história da história do povo e que ameaçam por vezes nublado que verdadeiramente forma a linha mestra cá definir bastão para um segundo plano é isso então nos é dado alcançar o sentido daquela evolução compreendê-la e explicada e isto que precisamos começar por fazer com relação ao brasil ah então deixa uma forma concluído assentamento das suas premissas agora levar de se estabelecer na sua tese que essa também toda acabou de falar não seja ele historiador eu historiador vocês historiadores têm de se debruçar a perante o cipoal de fatos e documentos e por verso por vezes perturba a visão o peixe para enxergar ou sentido das coisas do sentido da histórica então o historiador vai ser obrigado a deixar de lado aquilo que não é relevante e colocar e da relevância aquilo que ele considera relevante esse seria essa seria a tarefa do historiador principalmente o historiador da história do brasil e do história da américa né
então aí a hora que eu digo essas são as premissas estabelecidas pelo cair operado no seu próprio capítulo estão aí ele vai estar a ser então qualquer de sentido que a sua tese mais formas mais conhecidas com a expansão marítima dos países da europa depois do século 15 expansão de que eu descobrimento e colonização da américa constituem o capítulo que particularmente nos interessa aqui se origina de simples empresas comerciais levados a efeito pelos navegadores daqueles países a deriva do desenvolvimento do comércio continental europeu até o século 14 é quase unicamente terrestre ilimitado por via marítima com uma mesquinha navegação costeira e da cabotagem é tudo o que se passa a história desse comércio europeu só incidentes da imensa empresa comercial a que se dedicam os países da europa a partir do século 15 e camisa largar a horizonte filoceano afora não tem outro caráter a exploração da costa africana e o descobrimento e colonização das ilhas pelos portugueses o roteiro das índias ou descobrimento da américa ea exploração e ocupação dos seus vários setores e e então é só uma tese é que foca principalmente é na no ponto de vista comercial e econômico da colonização e que se passei e se fundamenta numa estrutura uma visão marxista da história no momento que foi colocada teve uma
importância decisiva tanto foi assim que até hoje é uma escola configura uma escola que é tanta força e até depois não sabemos 70 nos anos 80 um terreno no bairro cond opção arruda ainda essa continua falando né do só professores da usp na história da usp é você criar um conceito uma categoria específica para analisar tudo isto chamada não tem o sistema colonial e consiste precisamente nessa visão do sentido da colonização então vocês podem pegar um outro autor que a ana está dentro dessa visão e como vou descer por exemplo sérgio buarque de holanda sérgio buarque de holanda escreve visão do paraíso quem é e onde ele vai como fala próprio subtítulo vai falar sobre os motivos edênicos e o éden técnicos do da colonização ou seja sérgio buarque que gosta de ressaltar não o interessa econômico que houve mar o interesse longhorn religioso ou teológico da colonização muitos dos empreendedores muitos dos que vieram para a américa é tanto na américa portuguesa contra o américa espanhola eles estavam imbuídos de ideais religiosos muitos deles queriam encontrar aqui uma pureza de vida que não encontrava mais lá outra coisa é que
depois essa pureza você cometeu numa espécie de impureza generalizada que os próprios jesuítas vão dizer que os espanhóis e os portugueses não viviam conforme eles mesmos falavam e eles não seguiam os princípios que elas mesmas dizer que queriam seguir mas isso não impede que os motivos que trouxeram neles para cá ou sem motivos da expansão religiosa na escalação da fé ou da crença de que aquilo que você poderia viver uma vida mais pura diante de deus uma vida melhor afastadas talvez do formalismo da burocracia institucional religiosa da igreja esses outros motivos que não necessariamente é o único motivo do sentido da colonização se vocês entregam por exemplo o livro do leandro karnal é sobre a história dos estados unidos logo no começo do seu livro ele vai falar deu é precisamente precisamente o que já está como visto como uma crítica falida como uma hipótese uma tese falida é essa não tem o sistema colonial é porque porque a ideia de uma colónia de povoamento e uma colônia de exploração não se sustenta porque o que se verifica quando o senhor lembra os documentos é precisamente que tanto na américa espanhola e portuguesa ao chamado da américa ibérica o antônio a médica britânica ouvir povoamento e exploração as duas coisas não não houve exclusividade de um povoamento da
américa do norte e uma exploração na américa do segundo américa central ea prova disso próprio leandro anual da em não vou fazer aquilo acharem no bonner e literalmente o texto por que demoraríamos mais tempo e eu quero me me a gira falar em meia hora então vocês acreditem que eu estou falando está no texto tudo da obra do canal ele fala por exemplo eu começo da colonização da américa do norte da américa britânica foi o primeiro a trazer do direito sem corso e pirataria um doll monster high like era um pirata outro direito eram piratas e tiveram que receber da rainha da coroa britânica maccarthy de exploração dos territórios que encontrassem e aconteça aqui simplesmente pode quiser controlar nada chegaram não viram o que se por lá e foram embora porque ela piratas mas isso era um começo da colonização sim eu começo da colonização e depois os historiadores ea historiografia norte-americana em geral deixando de lado não querendo te conhecer mas resolveram a documentação
depois vai se falar né no momento é do mayflower dos pedidos dos pais fundadores é mas por que não sei que ele era para cá vieram para américa do norte fugindo da perseguição religiosa que havia sido resgatada na inglaterra então vieram para cá para fundando aqui as suas em casa suas famílias suas colônias é verdade eles vieram para sempre ficar aqui mas o que não sei fala é que antes disso houve outra tentativa de colonização feita por duas empresas que foram as primeiras empresas deixou cidade limitada do mundo a virgínia atributo ea virgínia mundo e o nome de virgínia essas empresas foi dada porque a isabel primeiro ela conhecida como de virgem então é o que que eles pretendiam é só olhar é o teste colocar na alguém a própria documentação e bem o próprio contrato que foi feito entre ali a coroa e as empresas eles traziam para cá pessoas ou um contrato de escravidão temporária
então eles durante os dez primeiros anos eles trabalhavam como se fossem escravos e a única diferença é o escravidão e que depois desses dez anos ele receberia um pedaço de terra e poderiam ficar agora tudo o que foi conseguido durante esses 10 anos era um lucro fica aí a próxima empresas e depois ia pro coroa e é sempre essa empreendimento da colonização deu foi acessível durante 25 anos eu não sei falar disso não sabe conhece isso como uma forma de explorado e ao mesmo tempo de povoar e se a gente olhar para o mundo ibérico de aparecer fala que os espanhóis os portugueses vinham para cá para explorar ganhar dinheiro e depois voltar para as suas terras mas o que não se fala é que se eles voltassem para suas telas eles perderiam tudo para suas pernas na espanha em portugal das perderiam tudo
então não compensava realmente não compensava vir para cá para simplesmente ganhar dinheiro e depois voltar porque secretaria em todos os títulos de nobreza que tivessem recebido se perderia todo o dinheiro que tinha ajuda conseguido então era preciso ficar aqui trava dela aqui a criança na américa espanhola e se verifica muito facilmente não faz sentido pensar em exploração e eu mesmo tempo eu vou dar afundar sim cidades como foram fundadas as cidades américa espanhola na américa portuguesa também a fundar não sou cidades como fundar colégios e fundado universidades na américa espanhola você não fuma uma universidade e não foi no colégio se você tá pretendendo explorado a povoação não faz sentido fazer uma coisa dessas
então é preciso me como tratar outra explicação diferente e talvez esses sentido único da colonização que falava caiu prado e que tantas vezes repetir o fernando novais hoje a opção ajuda não seja tão único e não é que não vê se ideal de exploração claro mas também havia um ideal de povoamento e quando a gente procura altas tendências o falei empresas do canal falei do sérgio buarque a lei da procura outras tendências acho que que é melhor resume um conjunto de vamos chamar a tendências não econômica não exclusivamente econômica nós tendências culturais é o autor que mais me convence é o me chamou se o seu livro o espelho de próspero du o que vocês podem procurar no sistema mudo eu deixei o pdf né é só três capítulos um pouco difíceis de entender por que adota uma outra lógica de pensamento adotou uma outra outra narrativa a gente está acostumado a narrativa economista né mas eu vou tentar resumir aqui nessas 10 minutos que temos o que me parece extremamente importante deixar modo você fala que existe se você pode explicar a história da colonização do ponto de vista culturalista ele deve e no começo do século 16 no fim do século 15 no começo do século 16 como que quando descobrimento da américa
ouvir como que duas opções duas opções uma em encampada pela no inglaterra outro encantada é pela por lá dentro dela duas opções para enfrentar a modernidade e enfrentar a colonização é da américa britânica ela se baseia principalmente na ideia de objetividade e de contrato e a a opção ibérica se baseia fundamentalmente na ida e daí eu deixo subjetividade e de confiança ou de consciência então é que significa isso é vocês podem entender melhor se vocês pensam por exemplo em rocks a e ainda é do leviatã então é os ingleses diante das incertezas de dentro da perturbação que significou o descobrimento da américa eles vão querer encontrar um sistema homogêneo onde todos aqueles que vão estar envolvidos no processo civilizatório como eles falavam processo de colonização seja todos iguais e e para isso é preciso fazer um contrato prévio e vai ser ou o pacto é que os indivíduos realizam com o leviatã acto individual feito por todos os membros da sociedade entregando os seus direitos para o leviatã o estado no canal e a uma volta então uma volta em forma de contratos e pactos e transforma em contrato e esse contrato se manifesta através da lei então antes antes de começar a viver a colonização ai ai e colocar a colonização de prática o
contrato e a lei já estava realizado então você sabia o que podia eo que não podia fazer g1 e do outro lado do mundo do ponto de vista ibérico é o que nós temos é uma opção como dizem pelo subjetivo e pela consciência então isso significa o quê o autor mais importante neste sentido que nesse sentido o que eu ou richa amor se utiliza daí que eu também eu utilizei muito no meu mestrado eu fiz o mestrado das obras dele é o francisco de vitória é um franciscano professor de teologia em salamanca e ele parte de uma concepção diferente parte de uma concepção da com o que importa não é propriamente o contrato ea lei o que importa é o justo e você agir conforme a justiça pessoa agir conforme a justiça e aquilo que justo e que isso é visto na consciência da cá e o que cada um tem uma consciência e nessa consciência está escrita a lei de deus ea lei natural para cada um precisa ver nas circunstâncias concretas ou mike deve fazer para fazer aquilo que é justo e rápido vai dar uma configuração da sociedade completamente diferente porque para que você possa ver o que que é justo e as coisas precisam acontecer seja só dá para se perceber o que é justo depois
dos fatos acontecidos vocês isso aqui fica claro mas é importante entender estou desde o começo senão não se vai entender nada da história da américa de forma a mesma diria assim de forma mais do meu ponto de vista de uma forma mais compreensível mais razoável ou seja e ela no mundo da américa espanhola da américa portuguesa as coisas não estão dadas previamente as coisas primeiros precisam ser relações primeiro precisa ser estabelecidas a vida precisa ser vivida as coisas têm que acontecer nesse entramado de realidade vital a brigas a violências a generosidade a grandeza e à medida que as coisas vão dando errado
então as pessoas vão tentando encontrar saídas não tô tentando encontrar de acordo com a sua consciência o que justo e nesse sentido quando ele não vai ser quando se encontra então você queriam os costumes que depois vão virar lei quando não se encontra então intervém o papel do juiz o papel o rei que através do juiz é quem vai vim o que é justo e não necessariamente é de acordo com a lei muitas vezes acordo com o amor ao da acordo com os princípios teológicos princípios cristãos na não através do contrato porque às vezes não havia nem contrato bom então são duas formas de entender a colonização por um lado colonização britânica e aposta na força da lei do contrato e que as coisas têm que ser feitas como estão previstas os gêneros a lei tem uma função de construção da realidade construção a vida real oi e o mundo ibérico é quem constrói a sociedade quem constrói a realidade essas pessoas vivendo juntas e a gente o conforme a sua consciência e no meio desse embate que vai surgir necessariamente no no outro as coisas já estão determinadas não vai ter tanta briga aqui na américa espanhola e na américa portuguesa vai ter briga vai ter confusão vai ter até heterogenidade vai ter cada um do jeito que tava um é né eu
vou fazer as coisas do jeito que cada uma faz isso é assim mesmo né porém porém e existem formas posteriores de melhoria de construção do centro e do e do justo porque o juiz ou o luiz vai quando não se chega a um consenso vai ser o representante do rei e o representante de deus ele ministros juízes e o ministro mas para dizendo que justo ou forno que levei na circunstâncias e também conforme a sua consciência veja tudo isto não é o que tá acontecendo hoje no estamos no século 21 ea forma da gente pensa a gente contigo no brasil e na américa as pernas forma de pensar o justo uma lei a convivência já tem muito a ver com a colonização britânica a gente agora acredita na lei como construtora da sociedade que vai vir porque nós queremos car a sociedade ah mas isso não era assim no século 16 no século 16 as pessoas conviviam e nem sabia bem onde é que já estavam indo ela simplesmente e viviam com vivia nem crescer e a construindo a validade essa realidade muitas vezes podia ser violenta podia ser injusta mas havia com certo aí eu conserto feito pelo juiz o juiz também poderia ser injusto mas também havia um certo porque abre o corregedor corrigir o juiz
olá tudo isso nós vamos ver ao longo do nosso curso por enquanto o que eu tentava explicar hoje errado as tendências historiográficas a predominante ea que é menos dominante com isso dá deu meia hora encerramos a nossa aula virtual de hoje eu não se curso de história da américa virtual da universidade federal de são paulo eu sou o professor o ferro e e vocês podem sempre entrar em contato pelo menos por e-mail meu e-mail institucional é rafael um ponto ruiz arroba unifesp.br manda em qualquer dúvida qualquer questão que vocês querem resolver o discutir e eu responderei muito obrigado é muito boa tarde
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