Torre del Oro iluminada à noite, às margens do GuadalquivirRafael RuizProfessor de História da Unifesp

História da América | Aula 1 / Parte 2

Características e Dificuldades da História da América. Tendências historiográficas

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é muito boa tarde bem-vindo ao nosso curso de história da américa virtual da universidade federal de são paulo eu sou professor raphael reis e estou aqui ainda deixar segunda parte da aula nessa parte eu vou explicar o meu posicionamento de história da américa e os meus referenciais teóricos quem é a formação a história da américa a historiografia da história da américa ao primeiro problema básico é muito importante ter em conta que a questão das fontes quando oi alguém quer fazer história da américa e tem que ter em conta que é uma profunda dificuldades para encontrar as fontes fonte mais é maior fazer mais fácil acesso fonte mais fácil de a perna esporte estudar trabalhar só as pontes que nós chamamos de crónicas não seja um é o primeiro século da conquista século 16 portanto é óbvio uma grande quantidade de historiadores entre aspas ainda não existia essa função essa especificidade né mas havia muitos cronistas e por isso que a gente já dá o nome de crônica havia muitos cronistas oficiais mandados pela coroa de castela para dar conta para narrar a história dos povos vencidos a história dos e os castelhanos o história adultos dos vencedores i e ii e nesse sentido e o importante saber falar castelhano entender bem ao castelhano é quem é

e a uma história dos vencedores ou seja dispomos temos acesso a uma história narrada ou contar os documentos escritos pelos povos mesoamericanos o pelos povos andinos dos povos maias ii a existência códices nome que se dá no momento em que eu deixo mais são muito pouco um número muito pequeno o monstro aí não é apenas o problema da quantidade é a é principalmente a dificuldade de entender de ler capacidade de entender o que está escrito há um grande estudioso chamado o acórdão brothers que está casado com uma brasileira e fala português né uma obra dele conhecida a importante é o povo aqui é um dos livros maia que dispomos de forma impressa foi e foi trabalhando durante muitos anos por ele buscar a e os códices temos teremos uma aula só específica sobre os códices não são livros não estão impressas em formas de adivinho pode sim é só umas estruturas muito complicadas né e é como se fossem o espécie de sal funciona e você vai abrindo os meus uma pilha enorme imensa desempregado minha vida e que não é para caminho outro material é por onde o narrador o historiador cronista o oficial asteca skar enviada nós temos acesso a isso falar alguns códices anteriores a chegada dos espanhóis ea outros códices e foram feitos por um trabalho misto

entre os espanhóis e os indígenas a é mas é muito difícil é difícil entender esses textos desse só as pontes quando o historiador o historiador de américa seguros a sobre as suas fontes a tendência normalmente infelizmente é a ir atrás das fotos dos tenistas espanhóis nem sempre se pode fazer mas me parece que não cabe eu sempre você pode fazer esse seria um segundo problema a crítica que é assim puxa mas então o que nós temos é uma história sesgada uma história enviesada uma história escrita na para os espanhóis escrita pelos vencedores e não uma história escrita pelos pelos vencidos houve inclusive na historiografia mais usados 80 a preocupação de procurar escrever uma história a partir das fontes indígenas todorof por exemplo dos mais conhecidos da é e vai vai falar sobre a história dos vencidos whatsapp também vai falar sobre história dos vencidos a

e agora a questão você coloca é pelo fato de ser uma história dos vencidos ela é mais verdadeira pelo fato de ser uma história dos vencedores e o que caracteriza uma história com uma verdadeira e já na primeira parte da desta aula eu falava sobre a questão da subjetividade a questão da retórica o historiador sempre conta a história a partir do seu próprio ponto de vista a gente não pode deixar de ter em conta isto isto é inevitável isto é a natureza da história eu historiador 500 selecionamos os fatos é ilustrador que acontece o fio e ele lá só que junta os fatos e eric conta a história de um vencedor e e logicamente nos ver se conseguimos pena se conseguimos ter acesso há várias histórias contadas por vencedores e várias histórias contadas por conhecidos erótico e sobre os dá uma capacidade maior de compreensão de todo o fenômeno histórico mas eu nem ter muito cuidado sempre quando você faz a crítica porque você a crítica não é propriamente crítica isso daí é da natureza das coisas dizer que o historiador x está escrevendo do seu ponto de vista eu escreveria a partir de que ponto de vista se não fácil ao seu ponto de vista o que é importante é e quando a gente for ler o livro de

história a gente se preocupa em descobrir o em saber qual é o ponto de vista do estriado ou seja qual é a sua escola historiográfica ela pertence a uma escola marxista pertencemos constitucionalista ela está mais ligado ao aumento de histórias de está mais ligado à história do gênero ele está mais ligado à medida história qual é e qual é o patamar fuel atalaia qual é o ponto de vista e condicionador se coloca para contar a sua história muitas vezes eu estava escrito pelo historiador é isso dá um pouco de dimensões a dimensão da sua honestidade intelectual no o historiador pro misturador conta normalmente na introdução e qual é o quais são os referenciais teóricos mas ele não fizer isso e pode sempre olhar para a bibliografia final e olhar pois isso o livro os quais são referenciais bibliográficos e teórico esse autor utiliza e aí também quero saber em qual é a filiação historiográfica aquele se coloca mas criticá-lo por isso também não faz sentido todo mundo tem estamos estamos no terreno da arte não estão no terreno das da heterogênea idade de opiniões estão no terreno da bíblia interpretação nosso nós precisamos se queremos ser historiador nós precisamos reconhecer que a história feita por historiadores e que esses trabalhadores tenham seus pontos de vista agora

e nós enquanto leitores ou contra o cidadão jesus enquanto sido tão podemos conferir mais ou menos autoridade a esses livros podemos perceber mais ou menos manipulação leva poderemos identificar e criticar pontos que nos parecem obscuros que nos parecem falsos o que nos parece assim criticáveis ou questionáveis isto mesmo é o que faz com que história vão ser com que a história pode ser envolvendo cada vez mais os seus estudos as suas análises e e esses dois primeiros problemas que importante é que as pontes que nós temos acesso são difíceis e por outro lado esses fontes estão muito marcados muito marcadas pela sua um show assim pela sua pelos seus próprios interesses tu vencedor encontrar já tá vence contar as grandes estas e que encontraram os benefícios aqueles espanhóis que os castelhanos trouxeram para a médica e aí o ponto de vista dos vencidos seus interesses e mostrar a maldade verdade a teresa teresa dureza o que os indígenas foram tratados tudo isso é nós temos de levar em conta para fazer uma análise do game é sobre a história que está sendo contada a história que está sendo lavada um outro problema o terceiro problema é desrespeito ao seguinte é e quando se fala de história da américa muito comum eu ouço com muita frequência

a isso né você fala muito de que os espanhóis destruída a queimar o a história dos povos americanos de e impuseram em colocar em prática o seu ponto de vista a sua própria história a história contada pelos espanhóis isto é verdade é e foi uma guerra foi uma guerra de conquista uma guerra injusta líder alguém muitos autores espanhóis outros pensadores muitos professores lembro o que eu fiz meu mestrado direito internacional fiz isso sobre a francisco de vitória que eram professor da de de salamanca e professor de teologia de salamanca e condenou a invasão ea guerra feita pelo pela pela pela monarquia hispânica na américa inclusive o imperador carlos 5º premium dourado e as aulas precisamente por condenar a invasão ea guerra bom então vender nem todos os espinhos concordavam concordar com o que aconteceu na américa mas e visto recondicionamento que foi uma distribuição da história dos livros nos documentos dos cones indígenas mas é importante ter em conta que os espanhóis não foram os únicos invasores e nem foram os únicos distribuidores de documentos assim por exemplo no mundo menos americano hoje conhecemos como méxico e américa central os astecas também invadir o já está que não era originário verdade da miss américa além da américa central os astecas para os estudos mais recentes eram originárias

mais vamos falar assim da do que hoje se configura a comune méxico uma região que estaria no norte do méxico atual uma mais ou menos o estado do estado do texas us dourado do texas the new méxico os astecas estavam por lá e eles invadiram invadiram os povos mesoamericanos que já estavam instalados e inclusive na ao redor do lago onde depois foi fundada a cidade a ter um espiritual e eles foram fazendo alianças com alguns povos e foram fazendo guerras com outros povos até o momento em que um determinado momento por volta de mil quase 1.400 abrandando o golpe 1.300 e muito 1400 eles deram o golpe fizeram o pusera na sua a sua história e pusera os seus deuses e puseram os seus métodos e queimaram e destruíram a história que não é na dos astecas era a história dos olmecas a história dos astecas a história dos antigos povoadores mesoamerican da meio da américa e os astecas vão construir a sua própria narrativa sua própria história e vai ser a história dos povos nos americanos que

depois vai ser reconhecida como a história no méxico depois de cozido no século 19 velho na hora da separação da espanha os astecas vão ser considerados os fundadores mas é a história que nós temos contada pelos astecas e e não é a mesma história contada pelos toltecas e pelos olmecas só que essa história não temos no canal foi destruída bom então os astecas vão na pra ar que ele se foram chamados pelo seu deus que o slot para que entrasse um nanatsu no que eu e se conhece como méxico e procurassem um lugar onde a águia e ver se o uma serpente no seu bico em cima de uma árvore e lá seria o lugar da tarde tudo isto foi escrito depois que tudo isto aconteceu os astecas fizeram assim para se justificarem os espanhóis fizeram igual para se justificarem e romanos fizeram é igual para se justificarem e se a gente for ver todos os povos parece aqui compartilha um da mesma tendência texture dona e do passado e não interessa para construir uma nova história é muito importante ele pare e pense que tá acontecendo hoje por exemplo revisionismo o coração a as estátuas combinação o nome das ruas combinação a história mais ou menos recente mais ou menos antiga será que esse é um processo será que de acordo

com a história e esse afã de apagar o passado de apagar a história passada é lógico que uma pessoa que foi buscar o carro trata eu estou o caráter e não estava certo o mar isso precisa ser dito precisa ser falado precisa de explicado inclusive por um historiador mas apagado da história que você não tivesse como se ele não fizer mais parte de nós não se não fizesse mais parte do nosso passado isso pode ser terrível porque estamos submetendo é não a história um continuar o revisionismo porque isso é é característico da história os historiadores precisamente o que fazem e discutir criticar e analisar os textos que foram escritos sobre história passada e estou uma coisa e outra coisa é apagar a memória e é preciso pensar nisto onde aqui ó local havia me disse o vento estava falando de história da américa aqui só fatos que estão acontecendo agora na américa principalmente agora na américa é uma outra questão ainda importante para ser falada que diz respeito à questão metodológica e o ponto de vista da historiador que já comentei agora me parece que fica mais fácil de ser entendido que é o seguinte cada historiador parte do seu ponto de vista

então nós podemos encontrar história da descrição estruturalistas estruturadores que são as estrelas estrelas são culturalistas historiadores que estão mais preocupados com a questão de gênero olá tudo isso daí faz parte e é bom que seja assim faz parte da natureza da historiografia não existe um único ponto de vista a gelo mônico predominante todos os historiadores de compartilhar devo fazer parte desse ponto de vista ao contrário que ainda graver é a liberdade dos pontos de vista mas precisamente por causa disso o ponto a narração a construção análise a história contada sempre vai ser parcial nunca vai ser uma história último assim total uma história universal história definitiva já a metodologia um permite a ver roses vai fazer teste teórico nos permitem analisar fatos a partir da queda da expectativa a partir daquele ponto de vista e não tem outros isto bem quero mínimo de humildade do historiador precisa saber que não é o rei da cocada é que eu historiador não está contando a verdade ele não é uma espécie de anjo de deus e chega e diz a verdade pura não a todos nós os historiadores agora tô falando todos nós historiadores temos uma espécie de e fraqueza congênita que a fraqueza a própria do ser humano que é a perspectiva o ponto de visto mas isso

não é uma fraqueza uma habilidade é uma fraqueza com o tempo ela só força se todos nós contamos a partir de nós mesmos todos nos vemos a partir da nossa própria visão todos nos olharmos a partir de um determinado ponto de vista o meu ponto de vista pode ser o sistema mais marcado por uma escola determinada por isso é uma mais marcada por outra escola determinada mas isto volto a dizer isso não é ruim está bom faz parte da história é mas é preciso reconhecer não estou reconhecendo bom então normalmente qualquer um em consequência disto qualquer implicação disto aqui para nos conhecermos bem qualquer questão da história da américa um exemplo colonização o descobrimento a iva a instauração da sociedade o sus a exploração do trabalho qualquer tema a história da justiça como a ter aplicada a justiça da américa qualquer questão a gente for estudar tem muitas muitas abordagens diferentes muitas perspectivas diferentes então é sensato domingo é sensato ele dente procure leve vários tipos diferentes correntes para ter uma visão mais ampla e nesse sentido isso já vou mais ou menos acabando porque eu vou deixar tudo isto para um na terceira parte da sentido é importante e dizer o seguinte a como que duas grandes correntes de dentro da área de história da américa

uma que podemos chamar e denominar de hegemônica ea representada principalmente pela pelo que se conhece com o antigo sistema colonial é de alguma forma está fundado e o seu verso é a história da usp e que a maior representante fernando novais e hoje a opção de arruda aí na origem caio prado esse ponto de vista é o ponto de vista marxista ponto de vista aqui olha para a história de uma forma principalmente o exclusivamente econômica economista e que pode ser resumida na ideia de preocupação por parte dos historiadores dessa historiografia nesse escola historiográfica de descobrir qual é o verdadeiro sentido da colonização ou seja do seu ponto de vista haveria um único sentido bom dia preciso descobrir qual é esse sentido o bicho aqui falaremos da cama depois é

uma outra escola que não é de mônica não é predominante para chamar essa escola vários nomes eu vou chamar uma escola lá na escola mais culturalista que é um representante parece importante essa escola é um historiador norte-americano chamado richard morse o código código morse tão richard morse de também falarem dele na próxima o próximo vídeo e procura olhar vamos chamar assim para o que ele mesmo disse para as diferentes opções culturais filosóficas religiosas científicas culturais e foram feitas no comércio da modernidade e para nós dois grandes os povos no momento na europa é os povos os povos ibéricos e os povos anglo-saxões né então a alegria na pressa e essa escola haveria uma uma opção ibérica e uma opção anglo-saxã é do ponto de vista das relações culturais das percepções culturais então o mundo anglo-saxão se fixou muito mais na objetividade da lei enquanto que o mundo ibérico sexual muito mais na subjetividade da consciência então e a partir daí você pode analisar e quando perceber diferenças o processo histórico que são muito muito diferentes das diferenças do processo histórico e usadas pelos historiadores do antigo sistema colonial sobre tudo isso aqui é só maior detalhe para atualizar mais especificamente essas questões vocês vão ter que ouvir a parte 3 e com essa terceira parte nós encerramos as aulas

de desse primeiro bloco o que é aula 184

Fim da transcrição disponível. A conferência de completude em relação ao vídeo ainda está pendente.

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