Torre del Oro iluminada à noite, às margens do GuadalquivirRafael RuizProfessor de História da Unifesp

História da América | Aula 1 / Parte 1

Introdução ao curso. Ciência ou Arte? História e Historiografia. Objetivo e Subjetivo

Abrir vídeo no YouTube

Carregando os controles do vídeo.

Transcrição em construção…

Versão preliminar baseada nas legendas disponíveis. Revisão auditiva e editorial pendente; a divisão dos parágrafos também poderá mudar.

Fonte: legendas automáticas do YouTube. Os tempos desta fonte são aproximados, em segundos. O fim do último trecho não foi fornecido.

é muito boa tarde bem vindos a todos os dados dessa edição de o curso de história da américa virtual da universidade federal de são paulo [Música] dessa primeira a edição não tenho muitas experiências e como fazer isso eu espero que vocês desculpem os meus erros e as minhas sem joão' assim improvisações porque realmente nunca nunca fiz isto mas espero que a medida que podem acontecer nas aulas e as gravações forno eu vou tendo mais prática coisas gravações é as coisas vão ficando mais fácil do pelo menos um pouquinho melhor eu vou explicar agora nessa primeira parte 1º como é que vai ser o nosso curso eu coloquei o instrutor e o curso e depois eu vou explicar a minha visão sobre a história e sobre a história da américa de tal maneira que eu possa deixar para o com vocês as os meus referenciais teóricos e a minha metodologia natal para ele alguma forma vocês me entenda melhor e consiga compreender melhor o curso curso está dividido em mãos é aulas todas as aulas estarão disponibilizadas na internet cada aula conteúdo de cada aula vai está dividido em três partes a parte 1 parte 2 parte 3 cada uma delas aproximadamente de meia hora de tal maneira que não fique também muito cansativo nem para vocês nem para

mim né acho que mais fácil prestar atenção o prestar mais atenção no vídeo de meia hora do que um e outro depois o provido de meia hora depois num outro vídeo do que o único vídeo de uma hora e meia de duração é além dos vídeos eu vou deixar também disponibilizado em pdf de artigos de capítulo de livros considero importantes para o aprendizado diz a disciplina eu poderia colocar muito mas procurei selecionar bem e os perdi aquele se me aparece realmente mais importados e mais interessantes e que também é uma facilidade maior parado é disponibilizar eu também vou pedir para vocês na avaliação final disse a essa disciplina será feita por meio de de duas atividades no dois tipos de tarefas é uma resenhas que eu pedirei não perder dentro de alguns textos estamos falando de três ou quatro vezes em acho que vocês terão de fazer ao longo do tudo nosso semestre e também é de um análise de um vídeo porque eu vou indicar no próximo vídeo e é porque vocês tenham tempo suficiente para as a a para estudar o livro para analisar eu poder digitalizar como prova ele para digitalizar a ao trabalho de vocês que servirá como prova não haverá uma nota numérica ou simplesmente indicar as tive passou no passou bem o

jonas in uma alma uma capacidade uma suficiência de nota é para passar de ano e por isso que eu diria para todos vocês que realmente pura as tarefas que eu estou solicitando acho que isso daí mas serve como um pouco como parâmetro para saber né e se vocês uns nem aproveitar alguma para evitar nessa disciplina é para efeitos assim de informações básicas me parece que essa aqui de ação é mais do que suficiente né então agora sim maiores demora um passo propriamente para aula então como disse nessa primeira aula primeiro eu vou falar sobre a minha posição minha visão com relação a história e depois com relação a história da américa o coração a história eu acho que a um duas distinções que é preciso fazer logo de cara a primeira é a diferença entre fato e fato histórico e a segunda é a diferença entre história e historiografia quem é que diferença há entre fato e fato histórico um beijão há muitas coisas que acontecem muitas coisas que sucedem na vida o historiador se debruça sobre a história ou dos fatos acontecido e pretende analisar e pretende compreender e mais ainda pretender dar um sentido para todos os fatos que foram acontecendo é o fato em si o fato isolado ou mesmo pato correlacionado com muitos outros

fatos de uma forma assim bruta de uma forma o chamado assim como um bloco de informação não é o fato histórico ou fato histórico é precisamente aquele que o historiador escolhe um vai querer aquele isso eu espero agora escolhe porque encontra e é relevante porque percebe né e precisa ser selecionado é porque é aqueles fatos junto com aqueles outros fatos e configura a sua análise histórica sua narração histórica por isso que o grupamento da história não consiste em datas não muitas vezes a gente quando via mais falada que puxou não gosto muito de história já escutei isso difícil às vezes não não gosto muito de história porque que você não gosta muito disso eu não gosto muito isto é porque eu tinha que decorar muito fato tinha

agora muitas datas e a minha memória fraca ou não gosto de ficar decorando eu também não gosto de ficar acordado a história não é isso a história não é uma sequência de fatos marcados no momento determinado em que você tem que decorar ainda por cima hoje em dia nem precisa decorar porque para isso pelo google você já coloca no google e dois séculos te dar informação precisa google nunca será historiador e a história não é isso é o fato histórico não é isso o que importa não é saber e américa foi descoberta por colombo e 1492 nem do brasil o que napoleão o que a revolução francesa acontecer nesse momento isso não é história esses são fala e fato históricos porque o historiador deu importância porque ele destacou e aí bom então o que caracteriza o fato histórico é precisamente que deu uma né uma sequência de fatos sequência de fatos o historiador consegue encontrar um sentido você encontrar uma narrativa para explicar aquilo que ele considera que é importante que é decisivo por isso que a história normalmente o momento é é uma história dos fatos passados dos fatos acontecidos isso é normalmente a começar a desistência porque hoje em dia se fala muito também de história presente em aumento também de história oral

e essa história que é feita da vida que acontece agora no mesmo momento histórico do historiador ouro mas eu não vou entrar agora nisso que uma questão da teoria da história era simplesmente eu estou procurando mostrar para vocês uma primeira diferença básica antes de começar a fazer um sub história que a diferença entre o fato eu faço o histórico bom então o que que é importante saber o pedro álvares cabral descobriu o brasil 1500 e é importante mas isso não é história começa a ser histórico começa a ser história a partir do momento até entre cristiano que o historiador questiona o fato porque isso aconteceu porque que foi relevante sua viagem porque é assim um outra qual era era o que a gente eu gostaria de saber é existia por exemplo plan a descobrir no brasil ou foi alvo aleatório e uma vez descoberto isso aqui estava dentro de uma um o plano pontual e vai descobrir ver se tem alguma coisa alemar ou estava dentro de um plano maior ainda dentro de toda a política de navegação portuguesa para chegar até a índia essas obras que estão sequestrador levanta é o estilo aviador que coloca e que coloca precisamente os fatos então a partir dessa essas questões dessa dessas perguntas hoje historiador vai escolhendo os fatos

o guidão cop explicam com essas suas perguntas de alguma maneira é a função do historiador é um pouco comando a penélope não sei se você se lembra aldicéia ele é bom que vocês viessem odisseia vou fazer um pequeno parênteses aliás muitas as minhas aulas eu falei muitos pequenos parentes para falar de literatura bom então eu disse aí a une profundamente da civilização ocidental um bom historiador precisa conhecer bem a odisseia ler pelo menos uma vez aldicéia porque é olá la la bella geyger falava isso não sou no seu livro da paideia é procurem esse é o touro perdem jegue a a ideia e ele mostra como um primórdios da civilização ocidental começa precisamente com o uber e posso por isso aí a dori se posso voltamos aqui foi um pequeno ou logo parênteses né o que não se interessa o que importa foi historiador é tecer o tecido da história o historiador eu tava fazendo uma analogia com penélope entender o pé é uma mulher dores e todos os dias descia você está divina e depois todas as doidas desde fazia e essa mesma é só meu uma cesta então o historiador pois essa função matutina da panela o pneu de ficar tecendo o fio da história acontecendo os fatos ou a sua narrativa com a sua análise com suas

questões o segundo ponto eu falei para vocês que à primeira vista isso a loteria fato e fato histórico uma segunda distinção importante é história e historiografia e o quanto custa um implante de história chega pro ao primeiro ano vocês que estão me ouvindo muito de vocês que vocês estão bem vindo a a parte de um princípio como se a história fosse é algo assim como o bloco e já pronto já contado já definido e determinado então a gente fala assim da história do brasil ou ele fala de história da américa entre falado a história medieval e em geral a gente para vocês não têm muita experiência mas normalmente tem um livro dois livros onde está escrita a sua história e a gente acha que esta é a história verdadeira do brasil américa na verdade essa é a história contada pelo historiador programa uma história contada pelo historiador cigano essas diferentes formas de contar uma mesma história e se transforma e se transfigura em um livro de história nós chamamos de historiografia ou por outras palavras quando a gente fala de história no brasil estamos nos referindo ao fatos relevantes que configuram a história do brasil mas que eles estão inseridos dentro de uma historiografia ou seja dentro de as tradições o descola de historiadores que escrevem a história do brasil então

nesse sentido por exemplo podemos falar nós faremos isso não não se próximo vídeo né é de que existe uma vamos chamar assim uma uma escola dominante uma tradição dominante na história do brasil na história da américa uma história hegemônica e uma história que não é de mônica então na história hegemônica nos podemos encontrar o em vários historiadores não quero entrar agora nessa discussão vários historiadores que escrevem sempre dentro do de um patamar sempre dentro de uma visão de um ponto de vista determinado que é hoje é o único é a gente quando pensa está no brasil pensa na história contada por esses autores o também poder vou procurar e vamos encontrar outras outro historiografia outra linha historiográfica a outra outra elegância e tradição historiográfica menos conhecida mas também formada por outros autores escreveram a história do brasil a partir de outros patamares a partir de outras visões de outros pontos de vista

então é importante sempre ter em conta que quando a gente fala por exemplo de história da américa nós vamos trabalhar a diferentes autores que muitas vezes pertencem a diferentes e historiografia se eu vou saber porque a historiografia que cada autor é compartilha então a senhora gostou as primeiras distinções que eu queria fazer com vocês nesse o nosso curso ainda não dentro disto ou melhor precisamente por causa disto acho que ainda uma questão que é mais básica

mas que estudar para você colocar depois do que eu falei é parece que é afinal de contas qual é o status da história o ou seja que tipo de conhecimento o conhecimento histórico essa questão não é fácil hoje em dia ainda por cima essa questão é tá muito mais conturbada se a provoca grande se leu mas quando você começa a falar desse tema né porque eu entre a gente assistir isso todos os dias nos jornais a imprensa assistir não só aqui uma cesta em qualquer parte do mundo é como se a vida social ea vida política nos termos atuais estivesse configurada como uma guerra de narrativas é importante que e haja um tipo de narrativa decidiu nativa vencedora por oposição a uma outra narrativa que seria narrativa perdedora isso que antes estava no miolo da história porque você falava muito da história dos vencedores ea história dos vencidos em falar mesmo falar existe

agora quando tratar da história da américa estava olhar se configura como algo cotidiano não faz parte do nosso cotidiano principalmente me parece a partir do momento em que o fake news transformou-se em um arroz com feijão se transformou em algo todo e curtir o tom um canal tão fútil e depois de falar qualquer coisa para falar qualquer notícia gente poder falar com aquela narrativa e passa teve carta da natureza passa a ter senão vou chamar

assim o sinal de verdade passa a ter um sinal de verossimilhança então é muito importante quando você discutimos no qual que é o status da o pensamento histórico saber o que que estamos falando é normalmente normalmente se falar desde aristóteles né que as duas grandes formas mudou geladeira e métodos de conhecimentos o que de pastor de chamava de ciência e o que ele chamava de arte o grande problema é o grande problema quando se pensa em ciência e em arte da uma forma implícita pelo menos né você tá pensando também em um objetivo e subjetivo e ainda mais implícitos está pensando no seguinte e quando a gente disso 40 afirma que é um conhecimento objetivo bom então estamos querendo dizer que esse conhecimento é incontestável esse conhecimento é verdadeiro que esse conhecimento diz respeito à a verdade do que é e ao mesmo tempo a verdade do que se conhece e por outro lado quando a gente fala de itaú a esse tipo de conhecimento e essas qualidades desse conhecimento se dá o nome de ciência por outro lado poderia te fala de subjetivo a gente considera que um olá eu sou não é incontestável máximo pelo contrário é profundamente a contestável tão contestável eu conhecimento subjetivo não diz nada não significa nada a não ser um gosto ou no

máximo uma opinião pessoal e isto vai configurar o que eles não chamamos normalmente de arte então vejo é a ciência e arte surgem como duas formas de conhecimentos ou postos um é verdadeiro e o outro se não é falso pelo menos é muito fraco é muito débil não configura um tipo de conhecimento certo no qual a gente possa cuidado é do meu ponto de vista esse tipo de de contraposição esse tipo de de dialética não me parece que seja interessante e é porque nós nos nos força a olhar a realidade de uma maneira que não é exata não é correta a eu quero dizer com isso é o seguinte pensem na vida de cada um de vocês e pensa na vida dos outros das outras pessoas muitas ou poucas que vocês conheça será mesmo que dá para ter um conhecimento exato da mesmo que dá para ter um conhecimento verdadeiro objetivo dos seus atos dos palavras das suas frases das suas omissões das suas intenções [Música] não pense mais parecem com um pouco de profundidade é o parece bem para esse e a vida vita papo uma área ela é complexa não é simples ela é incerta não é certa ela é ambígua e não é um bloco o único bom então quando ele fala que a história

é a análise e interpretação ea narração dos fatos acontecidos os fatos humanos acontecidos nós estamos lidando ou abu que não me parece que seja a mesma coisa que lidando com elementos químicos elementos químicos são exatamente do jeito que eles são basta ter um conhecimento objetivo o conhecimento profundo conhecimento verdadeiro e exato sobre esses elemento a gente realmente tem ciência e que não tem errado mas no caso da história nós estamos lidando no campo da arte muito mais uma capodarte egito vocês querem de uma arte muito específica que a arte da retórica eu já estou deles falava porque porque a retórica esse é o conhecimento que nos permite a arte retórica eu conhecimento que nos permite lidar e com as coisas o com as informações que são incertas e são contingentes ou seja só de um jeito aconteceram de um jeito

mas poderia ter acontecido do outro jeito diferente não há é uma compressão tô falando com pressão não compreensão não há como delimitar nossa como é e colocar os fatos as intenções os atos humanos dentro do uma norma dentro de um parâmetro dentro dentro de uma quantificações científicas pelo contrário todo ato todo fato humano está é passível a aberto para as interpretações por isso que tem as escolas diferentes por isso cara muito historiografia por isso que a tendências e temos autores que interpreta de uma forma e têm alturas que interpretam de outra forma e isso é uma qualidade e um perigo porque tem um perigo porque sempre se poderá manipular a interpretação dos fatos e por quê que é uma qualidade porque nunca tem uma história final uma história definitiva uma história acabada fechada a história enquanto interpretação dos fatos e sempre como o livro de michael ende não sei se vocês leram o outro parênteses aqui a história sem fim é um livro de literatura de um alemão chamado michael and leia vale a pena é um grande livro de ficção e literatura oi e eu a história tem muito acaba e puxa mas a história que não é ficção a história que fazem os historiadores ela acaba tem autores que pensam que com ele

acabou história eu já assisti palestras de professores e chegam dizendo então é isso aqui a história definitiva é com esse meu livro tá tudo acabado já tá tudo explicado e houve inclusive um tendências historiográficas que pretendiam exaurida a verdade da história completar dizer tudo o que se pode dizer sobre o mesmo fato então é impossível bom e é impossível porque a história a história da arte pela não é ciência exata isso não significa que qualquer coisa que seja dita se você história e aí vocês vão perguntar pois apresentam com aqui é o critério como eu sei se o historiador está me enrolando e outro não está bem tornando e no auditório único a tarefa dos historiadores conquistar discutir interpretado outra forma mostrar os furos mostrar que está havendo uma manipulação e isso é trabalho deste trabalhador isto é historiografia não podemos ter medo encontrar podemos ter medo de essa fragilidade da história porque precisamente na frase de idade é que está a sua força e a sua beleza e a história bonita história de linda porque lá é incompleta ela é frágil ela ela está aberta a interpretações em está aberta infelizmente a violências a violência nós estamos assistindo hoje em dia muitas violências tá vendo na atrativas e não são verdadeiras que não são justas mas isso não significa que a

história dera ao seu status e porque essa é a sua qualidade uma arte retórica e o historiador tenho estará aberto a ser contestado tem que estar aberto a reformular os seus princípios da reforma orar as suas hipóteses isso é que faz da história algo que é gostoso se calhar desfilar e de ler e eu ainda não falei da minha posição sobre a história da américa mas já estamos chegando a quase de 30 minutos

então essa primeira parte vai ficar assim no desculpem é mas eu ainda não tenho o time exato termos digitais então agora na segunda parte vou procurar agora explicar a minha posição sobre história da américa a minha referências teóricas e metodológicas sobre história da américa e ainda olhava uma terceira parte em que eu vou falar especificamente das duas tendências predominantes do meu ponto de vista na história da américa

Fim da transcrição disponível. A conferência de completude em relação ao vídeo ainda está pendente.

← História da AméricaVoltar ao início ↑