Uma leitura do Quixote e de sua relação com a modernidade.
Rafael Ruiz lê Dom Quixote como crítica à pretensão moderna de reformar integralmente a sociedade segundo modelos racionais. Pelos episódios de Mambrino e Dulcineia e pelo contraste com momentos de lucidez do cavaleiro, opõe a rigidez da utopia à contingência, à prudência e ao diálogo com a realidade. A leitura dialoga com debates jurídicos ibéricos e contesta a interpretação de Vargas Llosa.
Temas: Modelos e realidade · Ética e política · Prudência e circunstâncias · Lei e justiça