Torre del Oro iluminada à noite, às margens do GuadalquivirRafael RuizProfessor de História da Unifesp

Laboratório de História I | Aula Optativa | Parte 2

O estatuto da Narrativa. Verdade e Verossimilhança. História e Literatura.

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é bom muito bem vindos essa aqui acho que vai ser a minha última aula nesse laboratório de história que me disse para vocês isso aqui uma aula eletiva não há nenhuma necessidade de assistir essa aula ou Vila simplesmente estou querendo dar conta da minha teoria da história das minhas posições enquanto Historiador queria falar agora sobre o estatuto da narrativa é saber a diferença entre história e literatura o e sobre as diferenças entre argumentação e demonstração dentro da história é e dá uma maneira a narrativa podemos falar que a narrativa é algo que se constitui na como o tecido e constrói Kiki gera que faz super faz né perdão um fio na nossa tecido ou fio na narrativa é o fio que constrói o tecido de uma realidade contada numa realidade passada e contada né então ela está entre o caos infinito da realidade em que Como disse Italo Calvino em Palomar a gente olha para a qualidade EA gente vê que a realidade é aí não para cá viu é confusa e caótica é fluida e muitas vezes assim sentido muitas vezes sem lógica nenhuma a realidade A vida é a vida a vida como ela é aliás tem um grande filme que vocês podem assistir chamado assim mesmo a vida como ela é uma conta no Under as Life itself

vocês encontram no YouTube uma das personagens principais e Antonio Banderas eu não sei nem de quem querer quem o diretor desse filme Mas é muito bom esse filme e tem como fundo tudo isso que estou falando aqui a tese do narrador do narrador neutro se é possível ou não possível né É é a questão mesmo quando choro já narrativa em quando a Nova antigas enfrenta com a realidade quando o centro da com uma realidade específica que a humana que profundamente caótica no a não ser que você seja um seres humanos estranhos não é é é mais ou menos assim a história avança reduz nem encontrar fatos nem encontrar documentos e muito menos né a fazer um ramadas e crítica e metodológico metódica desses fatos e desses documentos Isto é história sim sem dúvida mas não é toda a história e hoje em dia não é uma história que convença mais é porque o a porque o que nós começamos a perceber principalmente a partir do momento que a boa guerra fria acabou o muro de Berlim entrou a pós-modernidade estamos num depois já do ano 2000 então entramos no Terceiro Milênio da humanidade né O que te é o que temos mesmo é fragilidade e vulnerabilidade incerteza Tem o quê que é afinal de contas no ser humano que que

é a natureza humana pensa em cada um de vocês nesse mesmo nas suas vidas quem somos cada um de nós no meio desse coronavírus maluco que está nos deixando neuróticos a todo a gente pensou que estávamos no cume da civilização os filmes o controle de tudo controle do sistema o controle da história controle da Democracia o controle da vida Oi e um vírus que vai saber a gente nem sabe ainda de onde que saiu esse vírus a gente não sabe ainda de onde é que saiu ser vírus a vez do Cristiano não certeza que tinham sobre a natureza humana sobre a vida humana e nos coloca numa posição de fragilidade de vulnerabilidade de incerteza e insegurança de falta de controle e e isto precisa ser histórias estado isso precisa de contato historicamente a história e agora é a história destes tempos desta realidade ou mesmo que seja a história de tempos passados e tempos antigos são a história feita por historiadores destes tempos com essas características né então e o historiador tem que vai dar sentido isso Neto réu Ei oito o historiador que dá sentido a tudo não funcionou não existe algum sentido da história oito história Agora é que entrei laça um o fatos muitas vezes de desconexos fatos muitas vezes contraditórios fatos muitas

vezes opostos o que nada tem a ver um com os outros mas o historiador consegue dar um sentido ele consegue construir uma narrativa é um pouco múltiplos sentidos na porque não precisa ser uma narrativa continuada muitas vezes pode ser uma uma narrativa feita de flash feita de fragmentos porque muitas vezes um fragmento uma luz sobre um fato um fato e uma personagem ou três quatro personagens diz muito mais do que milhares de dados analisados por um computador e colocados numa espécie de pizza de tabela de pizza e você pode dizer os trinta por cento para cá quarenta por cento para lá e vinte por cento de por lá então a gente faz análises a genericas e às vezes o fato a personagem sozinha disse muito mais isso muitas vezes depende da forma de narrado depende do Historiador então o que que está em discussão o que tem discussão quando você coloca a História Moderna versus em história pós-moderna é que a História Moderna tem uma pretensão de verdade e a história pois moderna tem um a prevenção de verossimilhança Veja a verossimilhança não é algo que possa ser desqualificado pelo simples fato de não chegar a verdade a questão toda é a seguinte Quem Será mesmo vento consegue chegar na verdade será que faz parte da condição

humana chegará a verdade sim toda se querendo chegar na verdade mas varia de chegar Por meios muito diferentes daqueles que foram ilustrados pelo século 20 e eu posso chegar a verdade por meio de uma experiência Só Quer experiência completamente subjetiva Oxalá a verdade de quem você é que tive uma experiência radical com você porque você me traiu ou porque você mandou ou porque você é eu fim da picada E é assim que são as coisas isto faz com que a experiência transmitam a verdade pela acaba sendo incomunicável ou pode deixar eu ter comunicado mas ela não consegue sempre me chamar assim demonstrada ela não pode não convencer porque uma questão subjetiva e aí e sobre as qualifica é isso desqualifica porque essa história não faz sentido porque uma história parcial uma história subjetiva é isso não está em discussão A verossimilhança

ou seja o fato de que nós podemos olhar para realidades de São prováveis são possíveis que são plausíveis não são certeza absoluta não é plausível é razoável é e é provável que seja assim todas as adjetivações são próprias da verossimilhança Como dizia Aristóteles a verossimilhança é o que tenham ser humano para lidar com a chave idade Humana porque a realidade humana ela não é e ela não é controlável ela não é completamente compreensível tem sempre algo que escapa se é verdadeiramente humano tem alguns sempre que esse capa do domínio esse capa da objetivo lização de forma verdadeiramente humano e estou com esse carro é o que normalmente hoje já a história está a aumentando e a história Aquele olhar para o interior que olhar para o centro de sentimentos para as emoções para a a individualidade do sujeito que narrar as suas incertezas as suas dúvidas que narram suas crises as suas angústias tudo isto é profundamente humano e fala conosco porque nós também estamos angustiados nós também sentimos o peso da Incerteza nos ficavam nervosos porque não conseguimos saber o que que vai acontecer é Então isto é não se move a fazer um outro tipo de história acreditou eu um que uma história está muito mais próxima da literatura da narrativa do que da

análise da demonstração agora qual é a diferença entre história e literatura veja história e literatura são duas formas de narrar há duas formas de natural e uma narrativa assim idade é uma narrativa aqui querida como na verossimilhança com a verossimilhança na origem da origem Literatura e história estavam relacionadas eram era Artes A única diferença que uma lidava com criar idades reais e outra lidava com que realidades ficcionais a história de realidades reais EA literatura é de realidades dimensionais a ficção não é contrária à realidade a ficção é uma outra forma de ser real é diferente mas as duas são narrativas então ele as duas vida com a verossimilhança porque se a literatura na a situações que não são verossímeis que não são possíveis os prováveis Então ela ela ela ela ela não teria status da convencimento não serviria não serviria ao mesmo para ela não teria peso a literatura não sabia sequer a arte ela não chegaria não atingiria o ser humano o que faz né que a literatura atinja as pessoas é precisamente a sua benção semelhança é que muito bem as personagens não são reais o som ficcionais perfeito mas mas Olá tudo que eles fazem é verossímel mesmo o Senhor dos Anéis muito bem Hobby de assistir não existe O Hobbit O Hobbit

foi é uma ficção é uma realidade imaginada é uma realidade modelada pela imaginação humana perfeito mas o Hobbit se comporta como ser humano ter sentimentos humanos têm reações humanas mexe conosco mesmo um elfo também igual ele tem emoções têm sentimentos têm ações feitas nós somos humanos podem ter mais ou menos poderes isso eu não tenho nenhum problema mas nós percebemos que é possível que é provável que pode ser

assim que as coisas são bom então aí a literatura tem uma força de convencimento e a história também é uma narrativa verossímil verossímil querida com realidades cores reais não são ficcionais são realidades reais massa literária a assim como a literatura não tem a pretensão de argumentar nem de apresentar hipóteses nele apresentar teses a história assim a história tem uma pretensão não apenas de trabalhar com a verossimilhança mas precisamente através da verossimilhança apresentar as suas hipóteses apresentar os seus argumentos apresentar o que o historiador considera como uma explicação razoável de como as coisas aconteceram é essa a principal diferença entre o literatura como narrativa EA história como narrativa volto a dizer som com duas formas de narrar essas duas formas de narrar se apoio não a pretensão de verdade mas não pretensão de verossimilhança desde que provavelmente as coisas se passaram deixar forma ou as coisas podem ter se passado Desta forma a literatura e vamos dizer assim não pretende Nada Além da narração um dos fatos dos atos dos personagens a literatura procura simplesmente exteriorizar o facilitar o conhecimento das coisas acontecidas e das personagens que realizaram nessas coisas a história não a história tem uma pretensão de verossimilhança e ao mesmo tempo de explicar as intenções de explicar o sentido de explicar os motivos da

explicar por que as coisas aconteceram provavelmente desse jeito ou desse outro jeito então a história entra no campo da argumentação católica literatura não a narrativa literária se esgota em si mesma vamos dizer assim ela procura a simplesmente encantar conectar com a subjetividade do leitor e o historiador procura o convencimento dos leitores procura que os leitores se convença de que a história narrada pelo historiador é verdadeira mas ele sabe ele historiadores os leitores também sabem né de que podem no tecido assim podem ser do motor forma pode existir

uma outra forma de contar então é preciso que o historiador de se envolva as suas longas assim todo o seu arcabouço de argumento todo o seu acabolso de as explicações possíveis é Como dizia Como diz Marc Bloch de eletricidade defender as suas explicações contra um adversário que daria outro conjunto de fatores para defender a sua própria tese e tal fato o historiador e ela é nunca diz a palavra definitiva Graças a Deus que não diz a história nunca dá um ponto final na prova de História né Ele simplesmente apresenta os argumentos que defendem a sua forma de entender e de ver e interpretar os fatos outra outras formas outros historiadores que apresentam esses mesmos fatos de uma outra maneira de uma outra maneira nesse sentido né o historiador Tem uma função no dizer vários Bispo Blocks todos os recados de historiadores falando isso tem uma função de juiz de Juiz de tô aquele fato pelo simples fato de ser fato é relevante não e quem faz essa esse essa arbitragem que me fez as Coutinho eu fiz essa crítica da é relevante isto na mata o historiador qualquer testemunho qualquer documento qualquer fala é relevante e pode ser acreditado tem tem bases de credibilidade não qualquer mal Quim times e para que as coisas que faz o

discernimento quem faz critério a a crítica o historiador do Historiador agora isso daí é assim aleatório não vai seguir um método que levar explicitar é vai escolher aquelas aqueles fatos aqueles documentos Ou aquelas situações em que se encaixa que fica implicados na sua narrativa outro historiador não pode nadar tudo isto de uma outra forma isso é a história pois com dele isso significa o quê que os fatos não são verdadeiros que não importam os fatos não isso seria uma afirmação universalizante errada abusiva não é isso que pretende a história pelos modernas até historiadores que acham que eu faço não existe mais em que só estamos diante de um montão de narrativas Isto é um exagero Isso é uma violência contra a verdade a verdade existe o fato aconteceu as coisas são as pessoas são mas são de tal forma O que é muito difícil perceber a realidade completamente dominar a realidade completamente abrangendo a realidade totalmente este que o ponto diferente por isso que então a gente tem pontos de vistas narrativas diferentes e essas narrativas convencem mais ou menos e por isso que importa saber argumentar ao saber fundamentar a narrativa dentro de uma com textura profundamente argumentativa que leve ao convencimento dos leitores e o bom era isso que eu queria falar com o

bicho para vocês está aula não é obrigatória é simplesmente o meu ponto de vista sobre o que a história é comum ela acerta o evento E como que eu estou falando aqui vocês podem discordar perfeitamente não tem nenhum problema a única coisa que eu pediria que podemos inclusive entrar em diálogo vocês podem me escrever pode mandar e-mail a única coisa que eu pediria é se discordarem me digam porque discorda né Eu acho que é preciso que a gente possa estabelecer mesmo um debate que vocês deem argumentos para uma conhecer também o contrário porque podem ser mesmo gostei errado vocês tenham certos mas isto Só pode ser feito de uma forma argumentativa Acredito eu que só pode ser feito de uma forma argumentativa e é muito bom dia para todos vocês Espero que tenha acompanhado o curso o meu curso até agora e nos vemos em outros carnavais paz e bem para todos um bom Natal para todo mundo

Fim da transcrição disponível. A conferência de completude em relação ao vídeo ainda está pendente.

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