Torre del Oro iluminada à noite, às margens do GuadalquivirRafael RuizProfessor de História da Unifesp

História da América | Aula 4 / Parte 1

Mesoamérica. Historiografia sobre Mesoamérica.

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é muito boa tarde estamos aqui novamente com todos vocês para mais uma aula do nosso curso virtual de história da américa o nosso sobre o geral aula4 nos vamos falar sobre os povos mesoamericanos antes da chegada dos espanhóis à [Música] e essa primeira parte eu vou dedicar principalmente explicar a bibliografia ou a historiografia que fala sobre os povos mesoamericanos como foi evoluindo ao longo do século 20 é depois é uma segunda parte procuraremos verbais detalhamentos e como esses principalmente os mexicas os astecas se incorporar na biografia meus americana e na história meus americana então nessa primeira parte quem é e antes de começar realmente a falar sobre a historiografia queria fazer uma advertência de eu ser uma chamada para um site que me parece assim muito interessante pode ajudar muito no aprofundar nos estudos meus americanos é que o www.org fancy fd feio a antónio m de madeira s sal e ip ilha alphonse são uma fundação para estudos mesoamericanos lá tem uma extensa biografia em vários artigos e vários estudos sobre a arte sobre a cultura sobre a história dos povos mesoamericanos muito bem e o muito detalhe em baixo que compensa realmente uma visita detalhada para esse site não é para quem tiver interesse em não aprofundar não estamos falando aqui é uma outra advertência que podem ser

interessante que quando você fala bem mesmo américa não estamos nos referindo ao mar uma alma estritamente ao ao espaço territorial ou geográfico estamos nos referindo ao espaço cultural essa espaço cultural vai muito além do território do méxico atual começa no sul dos estados unidos a e desce até a américa central pála olá dizendo é belisa abrangendo a península do iucatã abrangendo é a honduras el salvador costa rica no

então toda essa região é conhecida como mesmo américa eu não estamos nos referindo única e exclusivamente à questão a ao estado ou país tomem te conhecido como o méxico é bom então entrando diretamente no assunto como eu disse para vocês com relação à historiografia né essa é a um primeiro momento na historiografia que podemos chamar assim você pode ser uma história geografia bipolar então houve um primeiro momento em que a bíblia países restaurou a fia é marcadamente europeia marcadamente eurocentrismo da e depois eu usar no 70 do século passado e a partir dos anos 70 a começa a mãe historiografia marcadamente é mais mesmo americana normalmente se utiliza os termos já produzidos da ana a discussão nem uma história dos vencedores e uma história dos vencidos grossinhos que por exemplo sérgio lozinsky o tom mais contemporâneo é o estudioso o historiador estudioso da do méxico é de no seu livro sobre a história do novo mundo ele a frase que poderia resumir claramente o que estou querendo dizer que essa é a seguinte tudo o que sabemos sobre as civilizações antigas da américa receita de conquistadores europeus

e agora mesmo resolveu uma afirmação categórica existem hoje hoje em dia já existem estudos e estão baseados nos pode seus antigos nos códigos anteriores a chegada dos espanhóis mas em geral se falando uma forma geral é certeira só isso afirmação a maior parte dos estudos historiográficos sobre os povos antigos também nos sentimos não apenas os meus americano alguém nos maias é tudo o que temos começa pela forte documentação dos cronistas espanhóis do século 16 como eu falei naquela primeira nossa primeira aula onde ele fazia advertência de que eu preciso ter muito cuidado com a documentação que a gente está trabalhando é aí como se de alguma maneira né dizer a fala e.t. fala de história da américa ainda hoje no nosso curso de da unifesp é assim no curso do da usp durante muitos anos também foi assim agora de animais aumenta nos estudos que a lá com meu colega e amigo eduardo natalino antes sempre se esforçou por por reivindicar uma história que fosse exclusiva do os povos antigos antes da chegada dos espanhóis fazem muitas outras universidades e muitos cursos podem ser falar de história da américa essa promessa já a partir do momento do contato de muito toda a conquista né tarde a gente que tende a pensar que em geral é a ideia que se tem quando você

chega a dar do vestibular aí tende a pensar que os polvos anteriores a chegada dos espanhóis eram apenas os aztecas os incas os maias o vou tentar explicar hoje e havia outros povos os astecas chegaram praticamente pouco antes da chegada dos espanhóis que já falaremos sobre isso né a outra voltou a partir de então o dizer para vocês durante um grande partido começo do século 20 maior parte das histórias que foram inscritas nesse período utilizando as fontes primárias as crônicas dos espiões 1 o leon portilla antes eu queria destacar ver um portilla porque me parece que eu estudioso o historiador muito importante é mexicano ele começa o trabalho de descoberta e de valorização e de tradução dos códices now atrás escrito seminal a para o castelo e é com ele que começa a praticamente além de o historiador não é um whatsapp aí a conquista da américa vista pelos vencidos vista para os índios a e essa questão passa a ser passa a ter uma importância decisiva principalmente nos estudos historiográficos realizados a partir dos anos 70 80 90 né onde se procura realmente adentrar nas na história contada na história narrada pelos vencidos nesse pretendido desse ponto de vista a tem um historiador que me parece também muito importante que eu gordon brotherston que ele escreve a

américa indígena nosso a literatura né dele procura fazer esse esforço e um esforço dele assim hercúleo porque tomara mesmo indica não basta a tradução é preciso entender cá a escrita latina é linear o máximo e aí nos aconteceram assim eu ter uma dúvida quando a gente ler um texto latino festa castanhar no português e se uma palavra é onívoro onívoro ou a ambígua então vezes nós temos perdemos lá laura a mais fácil palavra manga da palavra a manga podem ser uma fruta pode ser a manga da camisa mas isso se resolve procurar pelo contexto no que está sendo apurado lido percebe rapidamente estamos nos referindo a uma fruta tão referimo-nos a um uma camisa uma roupa mas no caso do da escrita na outra os grifos rerolling e todos os seus representações pictóricas né é a lenda que tem pintas diferentes que representam sons sentidos e significados diferentes por exemplo pintura vermelha e pintura negra e tem diz me diz gordon brotherston em três níveis de leitura aquela acabar acabar apresentação cada grito não então eu vou dar o simplesmente exemplo para que fique claro não perder é bom imaginar que a gente vê uma imagem de um tempo errou uma imagem de uma pegada a humana então essa templo pode estar significado no primeiro nível de leitura

o tempo o fato o tempo uma pegada por estar seria ficando uma pegada é só um nível acho que tem um segundo nível da leitura é um nível me chamar assim ele já pode ser considerado o melhor prometo um fato mas um ato eu se tornar mais abstrato então o templo representa o encontro com deus por dentro representa a oração o templo representa o sacrifício ou templo representa a oferenda então já é um segundo sentido aqui dentro da mesma maneira a pegada representa o rumo o caminho ou sentido a direção à meta então já é um o pedido e ainda há um terceiro nível de leitura é que também é importante né e leitura dos fonemas então é e eu utilizo templo é porque eu falo palavra tem problema mas na verdade eu tô querendo falar tem ou não tempo então o lugar de dizer pegada eu tô querendo utilizar só fonema pegar é porque tô querendo falar de pegar e não de pegada

então eu estou utilizando um grifo para utilizar o fonema e me lembra de um outro fonema que me lembra do outro significado de um outro a palavra com muita pessoa vai saber exatamente o que que tá sendo escrito e sendo dito porque os na água atlas não os mexicanos os astecas ele se eles pinhão os leitores são existimos sábios que enviam os códices e eles através de uma tradição oral eles passavam o significado daqueles códices para o

depois esses velhos anciãos sábios o grandes leitores nos códices ou eles vão morreram eles vão ser mortos a tradição oral vai ficar mais ou menos perdida vamos ter o códice mas não vamos ter a chave de leitura ele vai perceber isso por exemplo vai ser um religioso chamado de bernardino de sabo nos vamos falar posteriormente na outra aula sobre ele o que realmente tem um interesse dá para entender exatamente o que que esses cortes como é que eram lidos nos podem se querem mesmo vai descobrir e vai vai vai vai vai mesmo vai verificar

então ele vai utilizar os alunos dele que estava no colégio aquele francisco carlos tinham aberto para ensinar os alunos a cultura castelhana mas ao mesmo tempo é nesse os amigos não estão querendo conhecer a cultura mesoamericana cultura mas fica a cultura asteca precisamente para converter para a para dominar para fazer com que entendendo a cultura uma cultura dos indígenas não o poder se encontrar os pontos de tradução e os pontos de entendimento entre uma cultura e outra dentro do mundo pensava assim o puppy é bem todo mundo pensava assim havia espanhóis havia religiosos que acham que precisava ser destruído tudo samu em concreto é um dos poucos religiosos que acham que não precisava ser preservado para conhecer para traduzir e dominar não não é que ele tivesse o interesse em conhecer por conhecer já conhecer para traduzir conhecer a cultura mexerica para convertê-la a cultura castelhana mas graças a isso houve uma preocupação por contrário ele mandou seus alunos para os seus povos de origens para a eles falando com os seus ancestrais com seus avós ou os seus sábios eles ensinassem a leva os alunos para que esses alunos ensinassem aos religiosos então é esse é um dado importante né porque eu vou ler aqui o que diz o brothers onde é traduzido a linguagem o texto perdão

esse aqui é um ar tio dele falando chamar traduzido a linguagem visível da escrita o texto de 1999 e então lhe diz a escrita mauá desafia as definições ocidentais da escrita um engenhosidade com que funde imagem número e nome numa mensagem holística então é fato eu desafio ficou muito traduzo um termo que pode ter três sentidos para um termo tem um único sentido eu latindo então todo esforço de tradução é um esforço realmente titânico

mas está sendo feito autores que estão se dedicando para depois da sua vida para fazer esse tipo de de trabalho né é e a uma outra corrente de histograma fica que o marcaria sem a partir de todo o off por exemplo a partir de criar um parênteses aqui ó ah pois foi a mulher a companheira de touro nancy eu estou que não é propriamente história agora mais uma é uma literatura tem vários romances uma social logan uma estudiosa de de movimentos feministas e libertários e tem um livro que eu gostaria de indicar para todos vocês chamado a espécie fabuladora essa é um livro de teoria da literatura e teoria da história onde me parece assim ela ter avança muito mais do que hayden white e começa a fazer uma discussão é sobre a qualidade específica do ser humano que é a sua capacidade de ficcionalidade de de fabular e é precisamente as suas afirmações mais contundentes que me deixaram assim impressionado quando ele ela fala é que nós na verdade somos precisamos na ficção e para tomar conhecimento da nossa própria realidade então fica aqui a dica um parênteses é mas agora que fala de touro lembrei ganância que eu estou junto com os estudos de toda a representam colocaria os de frederico ou frederico navarrete ou então o de hector

bruit quer um chileno que eu durante muitos anos deu aula na unicamp ou da minha orientadora a janice theodoro né e procura é procura encontrar os elementos é o ddd de contato de indikamentu entre o mundo indígena e o mundo e o mundo espanhol né então nesse nesse sentido por exemplo autógrafo quando ele escreve sobre a conquista do outro américa conquista do outro nem vai falar principalmente tem duas grandes personagens espanholas são o cortez e o laço casos mas ele vai tentar mostrar ele vai olhar de um ponto de vista a de que o é linda ele utiliza os conceitos de amor e de conhecimento e nesse sentido ele fala que cortez conheceu os indígenas ele se preocupou com conhecer os indígenas quando quando vai ter o contato com a malinche arrancou indígena que ele ele recebeu de presente e acabou sendo a sua mulher que ao mesmo tempo passou a ser o seu braço direito e a sua língua era através da uma lixa crença comunicava ele ele conseguia traduzir e ser traduzido né mas ele tá na diapasão de toda a roupa cortez conhece no teu ter um contato ou indígena para conhecer o indígena para dominar o indígena e conta que eu las casas talvez ele não chegam ao conhecimento tá profundo então

tem um conhecimento você se conhecimento ao conhecimento é usado pelo amor para salvar o indígena então é interessante a então só um formas de conhecimento no relacionamento com os indígenas e também do ponto de vista dos indígenas vai ter uma suas formas de conhecimento da realidade é espanhola e os estudos de nova retas e frederico na reta tem um um artigo muito interessante que eu deixei no sistema mudo vocês podem conferir lá a las fuentes indígenas mas aí a dela dicotomia entre história e mito é ele segue indica da rainha fica um status muito mais sério muito mais forte o status para o mito indígena na forma narrativa dos indígenas que os espanhóis desqualificaram chamando a semiótica na ou novamente tenta mostrar e mostra me parece que com acerto com veracidade né kiko esse é um processo desqualificador quando o sinal contato os espanhóis do símbolo da sua vamos fazer o cima do seu arrogância sua a sua do seu conhecimento ou da sua sabedoria é decide se qualifica a narrativa indígena considerando-a como mítica na nos nas palavras da na reta em meio ao mundo ocidental chamou de mítico um discurso que não se enquadrava no querem titulada científico ou queda chamavam de mito são relatos que nos contam representações coletivas que não são as nossas e cujos

fundamentos não são desconhecidos mas isso realmente tem a ver com algo que acontece ainda hoje né e que nos falamos até corriqueiramente nem no geral ainda hoje quando nós em duas palavras alguma isso daí que você tá falando é o vitor o que nós estamos querendo dizer com isso aqui só daí que você tá falando uma invenção é falso agora o que nós não percebemos é que nós somo míticos eu não sai estrutura estrutura radical de ser a forma de ser de cada do ser humano é uma estrutura mítica nós precisamos do mito para nos entendemos porque o mito ele que ele tá conta de uma realidade a qual mês não temos nenhum outro acesso a não ser outra vez da narrativa e da narrativa mítica a questão não é por exemplo se eu falo mito de pandora pagar um leitor ocidental ciumento choveram do mito de patrola da caixa separadora e amadora chega então abre a sua caixa

então sem os as virtudes e os bens e os mouse então esse mim e tem que sentido faria por exemplo eu perguntar se existe sejas tu pandora tiver uma e tempo viveu pandora em algum momento histórico o que eu tô querendo é dar conta de uma realidade que eu tenho a ver com as virtudes e os defeitos as coisas boas três irmãos que foram abertas por uma curiosidade intelectual por parte de pandora o parte de um ser humano é um ser humano ainda por cima que é feminino né e que esse ser humano está querendo descobrir coisas novas que a coisa muito que acontece com qualquer ser humano ele descobre coisas olá pessoal para o seu bem e descobre coisa que só para o seu mal e isso é uma realidade é tão humana a gente está sempre entre entre a espada ea parede

então a gente pega o mito de prometeu é a mesma coisa só que uma chave masculina então o prometeu também o que ele quiser era conhecer o desconhecido o que estava oculto o fogo dos deuses por que que ele queria pegar o fogo dos deuses porque ele queria levar esse forro dos deuses para os homens para ajudar os homens para fazer com os homens avançasse no conhecimento progredisse no conhecimento

então na verdade adianta ficar discutindo se existiu nos ensinou prometeu se havia fogo não havia fogo com os deuses isso seria ridículo e agora o cabelo mente o mito de prometeu está nos dizendo é muito sentidos um sentido sem dúvida é teu ser humano não no cansa de de querer conhecer ele ele aparecia ele não tem medo de conhecer o desconhecido elevai e avança para procurar precisamente melhorar a minha vida e às vezes o que vai ser uma melhora ao mesmo tempo vai ser uma uma piora vai ver aí piorar porque a gente prometeu os seguiu fogo

mas depois foi castigado por deus isso e começou aparecer é somente os ocidentais também ambiental bonitos mas americanos eu vou falar nós vamos falar sobre o povo é o mito da criação mas americana mas o importante e me parece entender essa a desqualificação e feita pela e para a historiografia não é uma vez qualificação é feita quando pelos espanhóis quando eles entram em contato começa na conhecer a história contada pelos próprios americanos essa história eles vão ter contato mesmo outra vez da tradição oral e através dos escritos dos códices eles não vão considerar como verdadeira eles vão desqualificar como falsa então por enquanto era era essa aula que eu queria dar hoje para vocês né nessa primeira parte tem que pegar um pouco a discussão está cobrando está colocada me parece que está colocada a

e agora na segunda parte de vou procurar agora explicar um pouco a trajetória dos diferentes povos anteriores aos astecas a chegada dos astecas os falar sobre os olmecas sobre os toltecas ou chichimecas de e os astecas mas isso fica para a nossa segunda parte muito boa tarde

Fim da transcrição disponível. A conferência de completude em relação ao vídeo ainda está pendente.

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